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Mesmo possuindo estruturas hidrelétricas reconhecidas mundialmente, o Brasil é um dos países com a maior tarifa de energia do planeta, e você já deve ter sentido esse peso no próprio bolso. Segundo um estudo recente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), a tarifa brasileira para uso de energia elétrica residencial é a 14ª mais cara entre 28 países analisados. Além disso, o Brasil ocupa a vice-liderança quando o assunto é a carga tributária.

Se você se interessou em saber o valor exato do que é descontado na sua conta de luz, a seguir você irá ver:

• Ranking das tarifas em R$/kWh das principais cidades brasileiras
• Como é calculado o consumo de energia na sua casa
• Bandeiras Tarifárias

• Dicas para economizar 

Ranking das tarifas em R$/kWh das capitais brasileiras

Os valores abaixo foram retirados do portal da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), expressos na unidade R$/kWh (reais por quilowatt-hora) para tarifas residenciais (grupo B1)*. A primeira capital a seguir é a mais cara, e a última a mais barata:

 

*Informações atualizadas no dia 04/12/2018

Veja também a lista em ordem alfabética, com mais especificações:

Aracaju/SE – Distribuidora: ESE / Tarifa: 0.514 R$/kWh / Vigência: 22/04/2018
Belém/PA
 – Distribuidora: Celpa / Tarifa: 0.671 R$/kWh / Vigência: 07/08/2018
Belo Horizonte/MG
 – Distribuidora: Cemig-D / Tarifa: 0.587 R$/kWh / Vigência: 28/05/2018
Boa Vista/RR
 – Distribuidora: Boa Vista / Tarifa: 0.635 R$/kWh / Vigência: 01/11/2018
Brasília/DF
 – Distribuidora: CEB-DIS / Tarifa: 0.557 R$/kWh / Vigência: 22/10/2018
Campo Grande/MS
 – Distribuidora: EMS / Tarifa: 0.545 R$/kWh / Vigência: 08/04/2018
Cuiabá/MT
 – Distribuidora: EMT / Tarifa: 0.568 R$/kWh / Vigência: 08/04/2018
Curitiba/PR
 – Distribuidora: Copel- DIS / Tarifa: 0.508 R$/kWh / Vigência: 24/06/2018
Florianópolis/SC
 – Distribuidora: Celesc-DIS / Tarifa: 0.520 R$/kWh / Vigência: 22/08/2018
Fortaleza/CE
 – Distribuidora: Enel CE / Tarifa: 0.492 R$/kWh / Vigência: 22/04/2018
Goiânia/GO
 – Distribuidora: Celg-D / Tarifa: 0.562 R$/kWh / Vigência: 22/10/2018
João Pessoa/PB
 – Distribuidora: EPB / Tarifa: 0.572 R$/kWh / Vigência: 28/08/2018
Macapá/AP
 – Distribuidora: CEA / Tarifa: 0.537 R$/kWh / Vigência: 30/11/2017
Maceió/AL
 – Distribuidora: Ceal / Tarifa: 0.551 R$/kWh / Vigência: 28/09/2018
Manaus/AM
 – Distribuidora: AmE / Tarifa: 0.706 R$/kWh / Vigência: 01/11/2018
Natal/RN
 – Distribuidora: Cosern / Tarifa: 0.481 R$/kWh / Vigência: 22/04/2018
Palmas/TO
 – Distribuidora: ETO / Tarifa: 0.605 R$/kWh / Vigência: 04/07/2018
Porto Alegre/RS
 – Distribuidora: CEEE-D / Tarifa: 0.548 R$/kWh / Vigência: 22/11/2018
Porto Velho/RO
 – Distribuidora: Ceron / Tarifa: 0.494 R$/kWh / Vigência: 30/11/2017
Recife/PE
 – Distribuidora: Celpe / Tarifa: 0.522 R$/kWh / Vigência: 29/04/2018
Rio Branco/AC
 – Distribuidora: Eletroacre / Tarifa: 0.510 R$/kWh / Vigência: 30/11/2017
Rio de Janeiro/RJ
 – Distribuidora: Light / Tarifa: 0.575 R$/kWh / Vigência: 15/03/2018
Salvador/BA
 – Distribuidora: Coelba / Tarifa: 0.519 R$/kWh / Vigência: 22/04/2018
São Luís/MA
 – Distribuidora: Cemar / Tarifa: 0.656 R$/kWh / Vigência: 28/08/2018
São Paulo/SP
 – Distribuidora: Eletropaulo / Tarifa: 0.484 R$/kWh / Vigência: 04/07/2018
Teresina/PI
 – Distribuidora: Cepisa / Tarifa: 0.624 R$/kWh / Vigência: 02/12/2018
Vitória/ES
 – Distribuidora: Escelsa / Tarifa: 0.616 R$/kWh / Vigência: 22/08/2018

Veja no site da ANEEL o ranking completo, com todas as cidades do Brasil

Como é calculado o consumo de energia na sua casa

Dica: você pode utilizar nossa calculadora de consumo de energia para calcular o consumo da energia em sua casa, além de calcular o consumo do ar-condicionado, ela pode ser utilizada para calcular também o desempenho de outros aparelhos.

Para que você entenda melhor como funciona o cálculo do consumo total na sua conta de energia, o primeiro passo é compreender a diferença entre:

– Preço x Tarifa
Geralmente confundidos, esses dois itens significam ideias distintas. A tarifa corresponde ao valor cobrado pela prestação dos serviços de geração, transmissão e distribuição de energia; já o preço considera a composição da tarifa somada a impostos como ICMS e PIS/COFINS – esse último varia mensalmente, fazendo o valor do preço final variar.

A partir disso, o valor que você paga pelo consumo em energia irá depender da região do país onde você mora, considerando os números que compartilhamos no tópico sobre o ranking das cidades. Resumindo, o preço pago é a energia consumida em kWh multiplicada pela tarifa vigente na sua região.

Exemplo: vamos supor que o consumo de energia da sua residência, em determinado mês, foi de 200kWh. Esse valor será multiplicado por R$ 0,527, tarifa que está em vigor em uma das capitais brasileiras.

Portanto, o valor de consumo cobrado na sua conta de luz será de R$ 105,40 (200 kWh x R$ 0,527 kWh).

Na prática, pegue sua conta de energia e veja que o consumo do mês é listado no campo “Demonstrativo de Consumo desta Nota Fiscal”. Por outro lado, se você quer saber sobre os impostos, o total cobrado consta no final da conta no campo “Informações de Tributos”, nos itens ICMS/PIS/COFINS. Além disso, existe também mais um item que pode ser incluído na conta:

– Bandeiras tarifárias
O sistema desenvolvido pela ANEEL entrou em vigor em 2015, com as bandeiras divididas nas cores verde, amarela e vermelha. Essa divisão serve para indicar o status das condições de geração de energia em cada mês:

Bandeira verde: A melhor bandeira para o consumidor é essa, pois não apresenta qualquer quantia tarifária.

Bandeira amarela: É de nível médio, implementada em condições menos favoráveis de geração de energia. São adicionados R$ 2,00 para cada 100 kWh utilizados.

Bandeira vermelha: Sinaliza nível crítico, aplicada em condições de custo de energia mais elevado, onde as térmicas são acionadas.É acrescentado o valor de R$ 3,50 para cada 100 kWh consumidos.

Atualmente, no mês de outubro de 2017, a bandeira em vigor é a vermelha. Segundo a ANEEL, a situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas alcançou níveis preocupantes, e mesmo que ainda não haja risco de desabastecimento de energia elétrica, é preciso reforçar as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício.

Portanto, vale lembrar que o preço final da sua conta de energia elétrica irá considerar os itens: consumo, impostos e a bandeira vigente.

Dicas para economizar 

Considerando que o consumo engloba o uso de todos os aparelhos que utilizam energia elétrica para funcionarem, o ar-condicionado pode virar um vilão nessa hora. Portanto, existem algumas práticas que podem evitar isso e fazer com que você não deixe de desfrutar do conforto térmico proporcionado pelo ar-condicionado.

Publicamos um post com 10 dicas para economizar o consumo de energia do ar-condicionado. Entre elas está a importância de escolher modelos que possuam o Selo Procel de Economia de Energia e dar preferência a aparelhos com a tecnologia Inverter.

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Redação do Portal WebArCondicionado