Por Yuri Correa,
Redação do Portal WebArCondicionado

São Paulo é maior cidade do Brasil, e como uma das grandes metrópoles do mundo, é um lugar repleto de prédios altos, zonas completamente asfaltadas e poucos focos de parques e áreas verdes. Esse excesso de cimento faz da capital paulista o que ela é, um foco cultural e econômico, mas é também o que a torna uma cidade com altas taxas de poluição e um pouco mais quente do que seria o ideal para a sua região e altitude.

A concentração de poluição urbana deixa a cidade abafada, gera ondas de calor e torna a aparição de chuvas mais repentinas. Ou seja, o normal é que as tempestades se formem rapidamente sobre a capital, o que causa as mudanças meio malucas de tempo durante o dia.

É mais quente do que deveria ser

São Paulo deveria ser uma cidade mais fria. Afinal, ela está a uma altura considerável – mais ou menos 760 metros acima do nível do mar. Além disso, a capital fica relativamente próxima ao oceano, e a umidade que vem da costa somada à altitude deveria fazer com que as temperaturas de São Paulo fossem mais amenas.

Chove muito no verão 

Foi a urbanização que fez com que o clima de São Paulo se tornasse mais quente e mais instável também. Os verões são marcados por um calor abafado e úmido devido à alta concentração de chuvas nessa época do ano, é quando o ar-condicionado se faz mais necessário. O calor incessante intercala dias de sol intenso com tempestades marcadas por chuva forte e ventos. A média histórica diz que 80% das chuvas do ano acontecem entre outubro e março.

(registro de setembro de 2019)

Cuidado com os problemas respiratórios

Quem sofre com problemas de respiração também não costuma se dar muito bem em São Paulo. Ambientes climatizados são essenciais para a população paulista no geral, mas para quem é atacado da rinite, já é vítima da sinusite ou possui outros tipos de alergias respiratórias, a exposição à atmosfera urbana e repleta de carros é muito prejudicial à saúde. Por isso que prédios, casas e apartamentos com o ar filtrado e renovado são o ideal para quem vive por lá.  

O inverno é seco

Os invernos de São paulo costumam ser mais secos, pois chove menos e não há nenhuma grande massa de água próxima. A não ser, claro, o oceano. Porém, a ação litorânea é barrada pela muralha de prédios e pela concentração de poluição sobre a metrópole. O resultado? São Paulo não é uma cidade que é naturalmente úmida.  

Não há também uma transição bem marcada entre as estações. Normalmente costuma ser bem quente até a chegada do solstício de inverno, e relativamente frio até o de verão. Os meses de junho e julho são os mais rigorosos nas baixas temperaturas.

(registro de setembro de 2019)

Variações de temperatura

Verão: entre 21ºC e 28ºC
Outono: entre 16ºC e 23ºC
Inverno: entre 13ºC e 22ºC
Primavera: entre 15°C e 24°C
Ano: média de 20,1ºC

Recordes de temperatura

 O recorde de temperatura mais baixa já registrada na capital paulista foi de 0,8ºC em 1994, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Porém, medições anteriores de outras entidades chegaram a registrar até -3,2ºC, mas isso foi no começo do século passado, em 1918. 

A máxima histórica, por outro lado, ficou em 37,8ºC, registrados em 2014. Talvez esse recorde não espante muitos brasileiros que vivem do Rio de Janeiro para cima e estão acostumados com temperaturas similares o verão inteiro. Porém, levando em conta a altitude e localização de São Paulo, é uma temperatura bem elevada.