Redação WebArCondicionado

Tão comum nas últimas décadas entre os aparelhos de refrigeração e ar-condicionado residenciais, o fluido refrigerante (gás refrigerante) R-22 perdeu força no mercado, principalmente para o R-410A. O gás ainda segue forte no setor comercial, embora esteja com os dias contados. Nesse conteúdo falaremos mais sobre o R-22.

R22

O que é um gás refrigerante e qual a classe do R-22?

O fluido refrigerante (ou gás refrigerante) é um produto químico usado em sistemas de refrigeração e climatização que passa por uma mudança de fase de líquido a gás e assim, consegue modificar a temperatura e refrigerar ambientes.

O R-22 pertence à classe dos HCFC, que são os Hidroclorofluorcarbonos. Esses tipos de fluidos denigrem a camada de ozônio e provocarem o efeito estufa. Além do R-22, essa classe ainda abriga outros dois fluídos conhecidos, o R-141b, o R-401a, entre outros menos usuais na refrigeração e climatização.

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R-22 (HCFC) prejudicial ao meio ambiente

Os HCFC começaram a ser incorporados no mercado para substituírem os CFC, já que combinam características físicas e químicas com alta eficiência volumétrica. Porém, após descobrir-se que os HCFCs agravam o efeito estufa e possuem um grande potencial de aquecimento global, ele passaram a ter uma data pré-determinada para sua extinção.

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Protocolo de Montreal e o Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs

Baseado nas normas do Protocolo de Montreal, o Brasil estabeleceu o Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs. A meta é que os HCFCs sejam eliminados do mercado até 2040. Nos aparelhos residenciais que estão sendo fabricados atualmente é muito difícil ainda encontrar algum ar-condicionado com R-22. Sua ampla maioria foi substituído pelo R410A no Brasil e até por tecnologias mais inovadoras no exterior. Em aparelhos comerciais de ar-condicionado ou mesmo na refrigeração, supermercados, entre outros, ainda é mais comum encontrar o R-22.

Ainda sobre as normas a serem executadas, as empresas que atuam no Brasil vêm investindo recursos para realizarem a conversão tecnológica. Já os equipamentos antigos devem ser encaminhados para reciclagem conforme forem sendo substituídos, uma vez que não são considerados materiais contaminados ou perigosos.

Leia aqui as diretrizes do Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs

O R-22 vem sumindo gradativamente do mercado. Como a meta para a eliminação total é 2040, muitas fabricantes tem trabalhado com agilidade e tecnologia em busca desse objetivo.