Redação Portal WebArCondicionado

O momento de pandemia que enfrentamos há mais de dois meses tem trazido um grande desafio para a população não só na saúde, mas também na economia.

Os profissionais do setor de climatização seguem sendo essenciais nesse momento para que diversos outros segmentos possam seguir em frente. Afinal, somos fundamentais para áreas como alimentação, saúde, hospitais, data centers, entre muitos outros.

Muitas vezes uma falha ou problema no ar-condicionado não pode esperar a pandemia passar para que seja solucionado.

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Profissionais estão preocupados com a demanda de serviço

Luciano dos Santos, da Lucini ar condicionado.

Para Luciano dos Santos, da Lucini ar condicionado, de Poá, São Paulo, o impacto foi grande. “No momento o serviço está muito fraco. As solicitações de trabalho caíram 85% com a pandemia”, diz o profissional.

Há nove anos trabalhando no setor, Luciano conta que nas primeiras semanas de pandemia a queda foi em torno de 50%, mas nas últimas semanas o movimento é de apenas entre 10% e 15% do que tinha antigamente. “Os 15% que tenho na ativa sempre pedem descontos e o jeito é tentarmos negociar da melhor forma, para que fique bom para todo mundo”, comenta Luciano.

Gustavo Schu, da Schu Serviços Elétricos.

Segundo Gustavo Augusto Schu, da Schu Serviços Elétricos, de Nova Santa Rita/RS, essa época do ano costuma reduzir a demanda de trabalho. “Para novos serviços, nesta época do ano sempre dá uma reduzida, mas como realizo outras atividades na área da eletricidade, câmeras e alarmes, sempre aparece alguma coisa. Quando realizo essas outras atividades, sempre ofereço os serviços de refrigeração e acabo por realizar manutenção e instalação, conforme a necessidade do cliente”, diz o profissional.

Gustavo aponta que o serviço caiu pela metade nessa época. “Em relação ao atual cenário, tive algumas paradas nas instalações de split, pois alguns acessos foram restringidos nos condomínios. Também tem o fato dos clientes terem o receio de realizar a instalação e ainda estão aguardando uma melhora da situação financeira afetada pela pandemia. Poderia dizer que o serviço nessa área deu uma reduzida em torno de 50% em função do Covid 19”.

Já Leandro Bastos, profissional autônimo, do Rio de Janeiro/RJ, acredita que é o momento de reinventar a forma de divulgação. “Meus clientes sempre vieram do boca a boca e indicação, mas agora tenho investido em anúncio em redes sociais e em panfletos mesmo. Esse momento está complicado para todo mundo, não podemos nos acomodar”, explica o profissional.

Teddy Ferreira, da Refritek Soluções.

Segundo Leandro, a queda no movimento foi considerável e a negociação na forma de pagamento pode ajudar a trazer os clientes de volta: “minha queda no movimento está em torno de 80%, mas temos que entender que piorou para quase todo mundo, as pessoas estão com mais receio em investir em um aparelho, porém para as que já tem, elas continuam utilizando os aparelhos e podem precisar de conserto. O ar segue sendo usado nas casas, por isso tenho oferecido ofertas de mão de obra e parcelando nos cartões de credito”.

Conforme Teddy Gonçalves Ferreira, da Refritek Soluções, de Belo Horizonte/MG, o impacto foi ainda maior. “As solicitações estão quase a zero. Está bem difícil. O impacto foi muito grande. Acredito que em mais de 90% a queda”, diz Teddy.

Para o profissional, “a movimentação de serviço estava indo bem antes da pandemia. No início dela tinha baixado o serviço, mas estava indo, atualmente que está bem pior. O jeito que encontramos de tentar conseguir mais serviço é tentando propor preços ainda mais atrativos nesse momento e parcelando em várias vezes. Tentamos resolver a necessidade do cliente ficando bom para ambos os lados”.

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Cuidados aos realizar os serviços são fundamentais

Quanto aos cuidados ao realizar o trabalho em meio a disseminação do covid-19, Fernando Almeida, da Tech Split, de Viamão/RS, destaca: “Utilizamos máscara, protetor facial, luvas e sempre andamos com um frasco de álcool gel na mala. Devemos tomar todos os cuidados possíveis”, diz o instalador, que acrescenta sobre os clientes: “Nem sempre eles estão de máscara. Boa parte utiliza, mas não ocorre em 100% das vezes”.

A própria interação entre clientes e instaladores deve ocorrer com certo distanciamento, mesmo quando ambos estão utilizando máscara. Lavar as mãos com frequência também é fundamental.

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Comente abaixo como está o movimento de serviços em sua cidade. Queremos saber sua opinião. Até a próxima!