A guerra pela temperatura do ar-condicionado no trabalho já é antiga e bem discutida aqui no nosso blog. Recentemente levantamos o questionamento sobre as mulheres sentirem mais frio do que os homens por causa de um estudo publicado na Nature, estimada revista científica.

Agora surgem novos dados apoiando essa ideia e vamos explicar tudo para você. Afinal, as mulheres são mais sensíveis ao frio do que os homens? Por que isso acontece? E ainda, qual a solução?

Estudo analisou a produtividade de mulheres e homens

Uma pesquisa feita pela Universidade do Sul da Califórnia com o Centro de Ciências Sociais de Berlim WZB analisou que as mulheres conseguem se concentrar e executar melhor tarefas matemáticas e verbais quando expostas a temperaturas um pouco mais altas do que aquelas indicadas como padrão.

Aliás,  já falamos sobre a influência do ar-condicionado na produtividade em ambiente de trabalho.

Temperatura média indicada

No Brasil, a NR17 do Ministério do Trabalho determina que a temperatura do ambiente de trabalho deve ficar entre 20ºC e 23ºC. Para citar o exemplo de outro país, nos Estados Unidos se recomenda uma faixa entre 20ºC e 24,5ºC.

Entretanto, o estudo realizado na Alemanha com mais de 500 estudantes concluiu que talvez essas faixas devessem ser mais elevadas, justamente porque as mulheres responderam de forma mais sensível aos testes.

Como funcionou o teste?

Os estudantes submetidos ao teste foram expostos a temperaturas variando entre os 16ºC e os 32ºC. Dentro de um limite de tempo, eles deveriam executar algumas tarefas de matemática e escrita. Enquanto os homens apresentaram desempenho apenas um pouco inferior nas temperaturas mais baixas, as mulheres responderam de forma bem melhor quando o ambiente estava mais aquecido.

Isso leva a uma velha discussão que existe entre homens e mulheres sobre a temperatura ideal. Acontece que as mulheres normalmente têm o metabolismo um pouco mais lento do que a maior parte dos homens, ou seja, elas produzem calor mais lentamente para sustentar sua temperatura corporal. Portanto, faz sentido pensar que as mulheres começam a sentir frio antes do que seus colegas de espécie do sexo masculino.

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Existe sim uma “guerra fria”

O estudo repercutiu pelo mundo e até a BBC foi atrás de uma das autoras do mesmo, a especialista em economia comportamental Agne Kajackaite. Em entrevista, ela declarou que, se tanta gente se interessou pelo resultado da pesquisa, é porque, de fato, existe uma briga acontecendo nos escritórios pelo mundo.

Por anos a faixa estabelecida pela Anvisa e pela NR17 foram aplicadas sem contestação, mas agora parece que as coisas estão mudando. O resultado desse estudo pode significar que esses padrões de temperatura serão reavaliados. Kajackaite declarou à BBC que seria as mulheres e o rendimento no trabalho em geral iriam se beneficiar se um ou dois graus Celsius fossem acrescentados aos termostatos dos escritórios ao redor do mundo.

 

Redação do Portal WebArCondicionado