Tema foi trazido pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos
COP26: ação global contra comércio ilegal de HFC

COP26 discute ação global contra comércio ilegal de HFC.

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, realizada entre 1 e 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia, foram discutidas diversas regulamentações. Um destes temas abordados na COP26 é uma ação global contra o comércio ilegal de HFC (hidrofluorcarboneto).

O pedido foi feito pela principal liderança da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), Michael S. Regan, para impedir a venda ilícita de gases refrigerantes.

De acordo com ele, os EUA começaram a implementar a Lei Americana de Inovação e Fabricação (AIM) para reduzir os HFCs em 85%, nos próximos 15 anos. Com a ação, o país ficará alinhado à Emenda Kigali, já ratificada em 128 países.

Embora os Estados Unidos adote medidas, a redução gradual dos fluidos criou um comércio ilegal em países que estão na contramão das legislações:

“Essas ações prejudicam as empresas cumpridoras da lei e que estão fazendo investimentos na produção de substitutos para o HFC. Devemos criar regulamentações domésticas aplicáveis em todos os países”, argumenta Regan.

Maior Controle sobre o Comércio Ilegal de HFC

Segundo Regan, os EUA observa as ações de demais países para detectar, impedir e prevenir o comércio ilegal. Ele explica que o resultado são os novos regulamentos de redução progressiva com um sistema robusto, ágil e inovador de conformidade e aplicação.

“Usaremos uma resposta rápida os códigos QR para rastrear recipientes de HFC no mercado, desde as vendas até a distribuição”, contextualiza o líder da EPA.

Os cilindros descartáveis, que são os mais comuns utilizados em refrigerantes ilegais, estão no radar dos EUA. A expectativa é de que a produção deles seja proibida até 2025 e o impedimento total de vendas até 2027.

Por condenações mais robustas, Kevin Fay, diretor executivo da Alliance for Responsible Atmospheric Policy, órgão de coalização da indústria, pediu que a pena por importação ilegal de HFC sejam mais fortes e melhores harmonizadas na União Europeia.

“Embora as multas nos Estados Unidos sejam de até US$ 45 mil dólares por quilo a cada dia, algumas multas na Europa são menos punitivas”, ressalta Fay.

Redação WebArCondicionado