Atualizado por Yuri Correa em 10/01/2020
Redação do WebArCondicionado

O ar-condicionado é um equipamento pensado para durar mesmo exposto às intempéries do clima. Porém, apesar de as partes externas serem feitas para suportar todo o tipo de tempo, o aparelho pode sofrer com os danos causados pela chuva, maresia e outros tipos de umidade acumulada.

Entre essas preocupações, a mais alarmante é a corrosão, que não afeta apenas equipamentos residenciais como também grandes sistemas de climatização. Geralmente, ela acontece em áreas litorâneas e grandes centros urbanos.

Vamos entender o motivo e saber como prevenir? Vem com a gente!

Maresia e Poluição – Os motivos da Corrosão

Perto do litoral o nível de umidade relativa no ar é altíssima, e a grande culpada é a maresia. A onda de umidade que vem do mar atropela todos os objetos feitos de metal, provocando corrosão no menor dos parafusos até o maior dos condicionadores de ar.

Já nas grandes metrópoles, o problema é a quantidade de poluição. A sujeira e a umidade acumulada com ela, junto com outros gases poluentes que pairam na atmosfera urbana, acabam gerando prejuízos para o sistema de climatização de prédios, escritórios e apartamentos.

Estima-se que, atualmente, um quinto da produção mundial de aço, o principal material usado na fabricação da unidade externa do ar-condicionado, é destinada somente para repor as perdas causadas pela corrosão. Esse número gera um gasto que fica na média de 3% do PIB a cada ano, o que representa um valor em torno de US$ 400 bilhões.

No Brasil, este valor é próximo dos US$ 10 bilhões, sendo que grande parte das reposições por corrosão acontecem na indústria petrolífera, graças às plataformas em alto-mar.

Causas e consequências

Em áreas litorâneas e plataformas marítimas a corrosão é causada pela salinidade do ar e incrustações de poluentes trazidos pela maresia. Já nos centros urbanos, o problema acontece devido à poluição ambiental, chuva ácida e locais onde existe manuseio de produtos químicos.

O resultado disso é que nos dois ambientes se têm a perda de vida útil e da eficiência dos aparelhos. E por incrível que pareça, estas consequências podem aparecer em poucos meses de operação, principalmente nas serpentinas e equipamentos instalados externamente.

Desses, muitos acabam sendo substituídos em partes ou até mesmo totalmente para manterem as características e condições originais dos projetos.

Métodos de proteção do ar-condicionado

Revestimento para unidades externasAtualmente uma das alternativas encontradas no Brasil é a utilização de revestimentos aplicáveis que podem ser usados nas unidades externas. São feitos à base de alumínio e outras substâncias que contêm tecnologias que protegem os equipamentos da corrosão.

Mas independente do material utilizado, esses revestimentos podem ser aplicados em todo o equipamento, pois possuem camadas finas que não afetam nem mesmo partes com troca de calor (como as serpentinas) e evitam a perda de eficiência energética.

Além disso, esses itens possuem maior resistência à pressão exercida pelas reações de oxidação e aos ventos fortes.

Outro benefício oferecido pelos revestimentos é a resistência aos raios UVA e UVB, protegendo os aparelhos que ficam em exposição constante aos raios solares. Todos esses elementos retardam o efeito da corrosão.

Cidades praianas, sobretudo no litoral nordestino, já contam com esta proteção extra saindo de fábrica nos aparelhos, partindo do pressuposto de que é necessário evitar possíveis problemas relacionados à corrosão. Além de serem economicamente viáveis, grande parte dos revestimentos tem vida útil de até quatro anos.

Protetores Externos

Claro que também vale ressaltar o uso de protetores externos. Além de melhorar esteticamente as instalações, eles aumentam a vida útil dos aparelhos e impedem o avanço da corrosão. Atualmente existem vários modelos para a maioria dos tipos de aparelhos de ar-condicionado disponíveis no Brasil.

Manutenção e limpeza

Limpeza ar-condicionadoAlém da utilização de revestimentos, estudos realizados nos Estados Unidos mostram que a manutenção preventiva, a higienização, limpeza e checagem periódica ajudam a combater os efeitos causados pela corrosão. Dados revelam que uma condensadora com sujeira nas serpentinas consome 30% de energia a mais que um aparelho sem o problema.

É importante alertar: mesmo que a troca do filtro de sistemas de grande porte ocorra normalmente a cada 90 dias, os especialistas recomendam que a limpeza seja realizada a cada 30 dias.

Inicialmente porque todo o sistema pode ser comprometido pela corrosão, que sai do filtro e afeta as tubulações e unidades, podendo diminuir a vida útil e prejudicar a eficiência do aparelho. Lembre-se que o ar que chega ao ambiente vem acompanhado por agentes contaminantes que podem prejudicar a saúde dos usuários.

Fique atento às análises periódicas do aparelho, além de tomar os devidos cuidados na hora contratar profissionais técnicos adequados para a manutenção e limpeza dos sistemas de climatização. Essas ações irão prolongar a vida útil do seu aparelho e evitar os efeitos da corrosão. Ficou com alguma dúvida? Deixa aqui nos comentários!