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Estudo aponta que ar-condicionado nas empresas não leva em conta o conforto da mulher

  • 10 de agosto de 2015
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Não é à toa que a temperatura do ar-condicionado seja motivo de disputa entre homens e mulheres dentro das empresas. Enquanto eles se sentem mais confortáveis com uma temperatura de 22ºC, elas preferem, em média, uma temperatura de 25ºC.

Essa diferença levou cientistas da Universidade de Maastricht, na Holanda, a se debruçarem sobre o tema, a fim de verificar se os edifícios comerciais não estariam gastando mais energia do que o necessário em sistemas de refrigeração que não consideram o conforto de todos.

Leia também: Saiba os fatores que estabelecem o conforto térmico humano 

A pesquisa
O que a pesquisa mostrou é que o sistema de controle de temperatura usado pela maioria dos edifícios comerciais foi desenvolvido na década de 1960, e além disso, é baseado na taxa metabólica de um homem de 40 anos pesando 70 kg. Os pesquisadores resolveram então testar se esses valores de referência coincidiam com os encontrados em mulheres jovens durante o expediente em um escritório. Para isso, foram analisadas 16 mulheres com esse perfil.

A conclusão foi que a taxa metabólica delas era menor do que os valores padrão. É por isso que as mulheres se sentem desconfortáveis com as temperaturas mais baixas, que são muito comuns nos escritórios. Segundo os próprios autores, os resultados destacam a importância de usar a taxa metabólica real das pessoas que trabalham naquele ambiente para calcular a temperatura ideal, e não um padrão que só leva em conta o conforto térmico dos homens.

Economia de energia
Além de melhorar o bem-estar dos funcionários no ambiente de trabalho, a mudança poderia levar a uma economia maior no gasto de energia das empresas, já que os autores lembram ainda que o consumo de energia de prédios residenciais e comerciais corresponde a cerca de 30% do total de emissões de CO2.

Portanto, adequar os sistemas de controle de temperatura dos escritórios pode levar também a uma contribuição importante para o meio ambiente quando se trata de sustentabilidade.

Os resultados do estudo foram publicados na revista “Nature Climate Change”.

Redação do Portal WebArCondicionado.

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