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Ar-condicionado, camada de ozônio e aquecimento global

  • 14 de setembro de 2011
  • 6 Comentários

Estamos a dois dias do Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio, comemorado no dia 16 de setembro, e o WebArcondicionado traz para você uma série de informações sobre a importância de se preservar a camada de ozônio e as medidas que estão sendo tomadas para evitar a degradação dessa camada.
Primeiramente vamos falar um pouco sobre a data, que foi instituita pela Organização das Nações Unidas, em saudação ao dia da assinatura do Protocolo de Montreal. O Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio foi criado em defesa da eliminação progressiva dos CFCs (clorofluorcarbonos), gases que degradam essa camada, e dos HCFCs (hidroclorofluorcarbonos), que além disso também contribuem para o aquecimento global.
A camada de ozônio tem a importante função de proteger a Terra da incidência direta dos raios ultravioleta, nocivos ao meio ambiente e à saúde humana. Alguns dos males causados ou acentuados pela degradação da camada de ozônio são:
– câncer de pele
– catarata
– alergias
– fragilização do sistema imunológico
– redução da fotossíntese em plantas

Alguns eletrodomésticos, principalmente os mais antigos, a exemplo do ar-condicionado, trabalham com substâncias que prejudicam a camada de ozônio. Ainda hoje muitos modelos de ar-condicionado utilizam o HCFC-22, mais conhecido como gás refrigerante R-22. Após a assinatura do Protocolo de Montreal, a indústria de HVAC-R passou a fabricar equipamentos ecologicamente mais limpos. Os splits mais modernos, por exemplo, trabalham com o HFC (hidrofluorcarboneto) 410-a, ou gás ecológico R-410, que é menos prejudicial à camada de ozônio, porém possui alto potencial de aquecimento global (PAG), contribuindo para o efeito estufa.

O Brasil e o Protocolo de Montreal
Em 2010, O Brasil conseguiu cumprir o compromisso de eliminação dos clorofluorcarbonos (CFCs). Desde o ano passado, a produção e importação dos CFCs é zero no país. Os clorofluorcarbonos eram os vilões da destruição da camada de ozônio, e foram substituídos pelos HCFCs, com potencial 90% menor.
No entando, descobriu-se que os HCFCs agravam o efeito estufa, tendo um potencial de aquecimento global duas mil vezes maior do que o dióxido de carbono (CO2), considerado um dos principais gases desse efeito. Agora, o desafio é investir na eliminação da produção e consumo dos HCFCs e misturas contendo essa substância até 2040, através do Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs.

Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs
Através desse programa, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai coordenar, ao longo dos próximos anos, uma série de ações que visam a eliminação gradativa dos HCFCs da indústria brasileira. Os HCFCs interagem com os gases de efeito estufa, contribuindo para o aquecimento global.
O MMA vai investir em tecnologia para a substituição de equipamentos de 386 empresas fabricantes de espumas e também em capacitação de mão de obra para a manutenção de maquinário de refrigeração e sistemas de ar condicionado. Empresas multinacionais que atuam no Brasil deverão investir recursos próprios para bancar a sua própria conversão tecnológica. Os equipamentos antigos devem ser encaminhados para reciclagem, uma vez que não são considerados materiais contaminados ou perigosos.

Leia na íntegra as diretrizes do Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs (arquivo em PDF)

Dados importantes:
– Atualmente, o Brasil consome 1,3 mil toneladas de HCFCs por ano.
– 44,7% do consumo de HCFCs no setor de Serviços destina-se à manutenção de equipamentos de ar
condicionado e 51,5% para equipamentos de refrigeração.

Existem outras razões sérias que provocam o alto índice de consumo de gases refrigerantes pelo setor de serviços, entre elas:
– má qualidade técnica e baixo padrão das práticas de manutenção e de conserto.
– falta de ferramentas adequadas para serviços de manutenção e conserto.
– baixa qualidade das instalações e ausência de manutenção preventiva e/ou regular.

Qual tem sido a sua contribuição para preservar a camada de ozônio e evitar o aquecimento global? Deixe seu comentário.

Texto criado exclusivamente pelo setor de jornalismo do portal
WebArCondicionado. Com informações de Brasil Escola, Protocolo de Montreal e Jornal do Brasil.

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