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Frio não existe

  • 31 de outubro de 2012
  • 1 Comentário

Frio não existe*por Salvador Fraga

Para sustentar a afirmação de que serve de título para este texto, valho-me de um artigo sobre um fato verídico acontecido na Alemanha no início do século XX, cujo verdadeiro autor é desconhecido devido a reproduções sem o registro do crédito, e que se encontra de forma abundante na internet.
A mensagem nos faz pensar, e o conceito de Física com relação à Luz e ao Calor são verdades inquestionáveis.

Alemanha, início do século 20.
Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
?Deus criou tudo o que existe??
Um aluno respondeu valentemente:
?Sim, Ele criou.?
?Deus criou tudo??
Perguntou novamente o professor.
?Sim senhor?, respondeu o jovem.
O professor respondeu,
?Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau??
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.
Outro estudante levantou a mão e disse:
?Posso fazer uma pergunta, professor??
?Lógico.? Foi a resposta do professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
?Professor, o frio existe??
?Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio??
O rapaz respondeu:
?De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.
O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor?
?E, existe a escuridão??
Continuou o estudante.
O professor respondeu: ?Existe.?
O estudante respondeu:
?Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz.
A luz pode-se estudar, a escuridão não!
Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas.
A escuridão não!
Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente?
Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
?Senhor, o mal existe??
O professor respondeu:
?Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.?
E o estudante respondeu:
?O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.
Deus não criou o mal.
Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz.
O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações.
É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.?
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado?
Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?
E ele respondeu:
– ?Albert Einstein.?

Por volta do ano de 1914, Albert Einstein que nunca foi aluno da Universidade de Berlim, tornou-se dela professor.

Considerações
Quando realizamos o Cálculo de Carga Térmica de um ambiente para determinarmos o mais adequado Condicionador de Ar, consideramos exclusivamente o calor e sua propriedade de deslocamento, que ocorre por osmose, através dos mecanismos físicos de transferência de calor.

Um ambiente possui diferentes fontes de calor, e a soma do que é dissipado para o ambiente por cada uma dessas fontes, resulta no que conhecemos como carga térmica do ambiente. Além das fontes de calor, e dos Mecanismos Físicos de Transferência de calor, para determinarmos corretamente o condicionador de ar que irá climatizar um ambiente, devemos levar em consideração o tipo de calor que temos no ambiente.

Mecanismos físicos de transferência de calor e tipos de calor serão alguns dos pontos que estarão na matéria de nossa próxima publicação.

Salvador Fraga - Colunista Web ArCondicionado*Salvador Fraga é especializado nos temas de Gestão Estratégica em Vendas, conforto térmico de ambientes, atuando como consultor para dimensionamento, projeto e implantação de sistemas de condicionadores de ar. Também trabalha com consultoria empresarial, padronização de rotinas e ministra cursos na AGAS nos módulos de gestão de negócios. Contato: salvadorfraga@hotmail.com ou pelos fones (51) 3398-7782 / (51) 9353-3983 ou SF Consultoria

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