Por Salvador Fraga – Colunista do WebArCondicionado

A climatização de ambientes, por aplicação de condicionadores de ar, pressupõe forçar a transferência de calor contrariando o seu fluxo natural de deslocamento que é de um meio com temperatura mais alta para outro com temperatura mais baixa.

O calor se propaga por condução, convecção e irradiação. A condução somente propaga o calor em meio material, principalmente nos sólidos, uma vez que acontece de molécula em molécula, sem que haja o deslocamento das mesmas.

Os materiais que usamos na construção de nossos ambientes, de acordo com a resistência que oferecem ao deslocamento do calor, determinam o maior ou menor conforto térmico natural de seu interior.

A resistência oferecida pelos materiais à transferência de calor é medida pelo coeficiente de condutibilidade térmica, representada pela letra K. Óbvio que há uma influência diretamente proporcional entre o aumento da temperatura a qual o material está exposto e a sua condutibilidade térmica.

Estas características determinam a inércia térmica de um ambiente, ou seja, a velocidade de transferência do calor através dos materiais com os quais construímos as nossas habitações. Quanto menor a velocidade de transferência de calor, maior a inércia térmica.

Os condicionadores de ar processam de forma mecânica a transferência de calor, de maneiras a atender a necessidade humana de conforto e sobrevivência.

Os termostatos dos condicionadores de ar alternam o tempo de compressor ligado e consumindo energia elétrica, pelo tempo de compressor desligado, enquanto a temperatura selecionada para o ambiente permanece confortável e esse tempo é diretamente proporcional à inércia térmica.

Posto isto, quanto maior a inércia térmica do ambiente climatizado, maior o tempo de compressor desligado e maior a economia no consumo de energia elétrica.