* Atualizado em 13/02/2019

Quem nunca reclamou ou ouviu reclamações do tipo “estou quase congelando por causa do ar-condicionado do trabalho” ou “bem que podia ter um ar-condicionado aqui no trabalho”? O conforto térmico é essencial para a execução de tarefas do dia-a-dia. Se estiver muito frio ou muito quente, as atividades podem ficar mais difíceis. No ambiente escolar, por exemplo, o aprendizado fica comprometido, e no trabalho, a produtividade pode diminuir. E é sobre isso que fala a Resolução de número 9 da Anvisa.

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O que diz a resolução nº 9 da Anvisa

Por causa do conforto térmico e de como isso afeta o desempenho alheio, manter a temperatura interna agradável é, inclusive, uma recomendação da Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Promulgada em janeiro de 2003, a Resolução nº 9 da agência fornece orientação técnica referente aos padrões de qualidade de ar interior em ambientes de uso público e coletivo, climatizados artificialmente. De acordo com o documento:

“A faixa recomendável de operação das Temperaturas de Bulbo Seco, nas condições internas para verão, deverá variar de 23°C a 26°C, com exceção de ambientes de arte que deverão operar entre 21°C e 23°C. A faixa máxima de operação deverá variar de 26°C a 27°C, com exceção das áreas de acesso que poderão operar até 28°C. A seleção da faixa depende da finalidade e do local da instalação. Para condições internas para inverno, a faixa recomendável de operação deverá variar de 20°C a 22°C.” Acesse o documento na íntegra.

Outros adendos da resolução

Também consta na resolução nº 9 da Anvisa, definições de periodicidade sobre as trocas e limpeza dos filtros, de acordo com o tipo de equipamento e o local de atendimento – público, comercial ou privado. O texto também aborda os principais e prováveis problemas gerados pela falta de manutenção e as devidas medidas a serem tomadas nesses casos. Além disso, dá diretrizes de avaliação dos ambientes climatizados.

Extremos devem ser evitados

Para simplificar os objetivos da RE nº9, a temperatura ideal está entre o muito quente e o muito gelado. O corpo não deve responder com suor e nem com aqueles “calafrios” rápidos (saiba qual a temperatura ideal para o inverno), ou seja, a temperatura não deve comprometer a saúde. “Já tem estudos mostrando que, em temperaturas muito frias ou um calor muito intenso [em ambientes de trabalho ou estudo], a produtividade diminui. Coloque o ar em uma temperatura agradável para você conseguir fazer esse equilíbrio da sua temperatura corporal com a temperatura do meio ambiente”, afirma Aída Assunção, da Sociedade de Otorrinolaringologia do Rio de Janeiro.

Aproveite seu aparelho com consciência e saúde, mantendo a temperatura sempre agradável. Não precisa apelar aos extremos, isso até consome mais energia, siga as orientações da Resolução número 9 da Anvisa até dentro de casa.

Redação do Portal WebArCondicionado