Decisão do Comitê Olímpico Internacional baseou-se nos benefícios de sustentabilidade, qualidade do gelo e eficiência energética

CO2 Olimpíadas de Inverno

Comitê Olímpico Internacional (COI) consultou especialistas em refrigeração para embasar a decisão. Confira os benefícios da escolha./Imagem: Comitê Olímpico Internacional (COI).

A próxima Olimpíada de Inverno, que vai acontecer em Pequim, usará CO2 como refrigerante para resfriar pistas de gelo. Isso inclui a instalação da refrigeração no espaço oval de patinação de 12 mil metros quadrados. 

O Comitê Olímpico Internacional (COI) baseou a decisão na sustentabilidade, qualidade do gelo, eficiência energética e custo de refrigerantes, após consultar especialistas em refrigeração. “O CO2 permite um controle de temperatura muito preciso, o que é fundamental para a qualidade do gelo”, afirma Wayne Dilk, da CIMCO Refrigeration.

Art Sutherland, da Accent Refrigeration, afirma que o CO2 oferece benefícios de eficiência ao gerar mais calor residual e uma temperatura mais alta em relação aos demais refrigerantes. “Isso torna particularmente adequado para este projeto de construção sustentável. Também é necessário 1/8 de potência para bombear CO2 sob o gelo em comparação ao Glicol. Ou seja, mais economia de energia”.

Veja o vídeo sobre a refrigeração de CO2 nas Olimpíadas de Inverno:

Baixo custo do CO2 nas Olímpiadas de Inverno

Os sistemas de CO2 fornecem todos os requisitos de aquecimento e água quente de uma pista de gelo. Assim, reduz o uso total de energia pela metade, além de diminuir as emissões e os custos.

O sistema na pista oval de patinação de velocidade recupera o calor residual gerado pelo sistema de resfriamento. Depois recicla para aquecer os espaços ocupados e fornecer água quente, tornando o sistema extremamente eficiente em termos de energia.

A projeção é economizar mais de 2 milhões de quilowatts-hora por ano – o equivalente ao consumo anual de 240 residências.

CO2 tem o custo menor comparado aos HFCs

Como são produzidos sinteticamente, os refrigerantes à base de HFC custam cerca de quinze vezes mais por libra comparado ao CO2 ou à amônia. Para grandes sistemas como a pista de gelo, que usa milhares de libras de refrigerante, os custos se somam.

Uma pista oval de patinação de velocidade semelhante usa dez vezes mais refrigeração quando comparada a uma de hóquei no gelo. Escolher o CO2 nas Olimpíadas de Inverno significa uma redução de emissão equivalente às emissões anuais de 3,9 mil carros.

A escolha do CO2 vem ganhando força mundialmente, não só nas pistas de gelo, mas em outros setores da refrigeração, como supermercados. Na Europa e nos EUA, o número de sistemas de CO2 aumenta 60% anualmente.

Redação WebArCondicionado