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Servidores de Data Centers são submersos para reduzir 97% dos custos

  • 23 de março de 2013
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Servidores são submersos em água para economizar energiaTodas as informações obtidas através da internet, que variam de redes sociais a serviços on-line, como compras ou manutenção de contas bancárias, são transmitidas através de um servidor. E para funcionar, cada um destes servidores necessitam de uma grande quantidade de eletrônicos, localizados em Data Centers. Hoje, a demanda por estas informações vêm aumentando 12% ao ano em todo o mundo, fazendo com que se invista cada vez mais nestes armazéns digitais.

Energia
Mas para mantê-los em funcionamento, estes equipamentos precisam estar numa temperatura adequada, necessitando então de um sistema de climatização de grande porte. Como este sistema requer bastante energia, a demanda de eletricidade aumenta junto com o crescimento dos Data Centers, chegando a 90% por ano. De acordo com uma reportagem do New York Times, estima-se que mundialmente 30 bilhões de Watts são usados por estes espaços, o equivalente a 30 usinas nucleares.

Esta energia além de ser cara também causa problemas ao meio ambiente. Isso se deve ao fato de boa parte dela ser gerada por termoelétricas, que utilizam o carvão, responsável por emitir grandes quantidades de CO2 na atmosfera. E como grande quantidade desta energia é utilizada para resfriar os servidores, empresas como o Google têm apostado em construções sustentáveis e na instalação de centros em locais com menor temperatura, como Escandinávia e no Ártico. No entanto, esta medida ainda é cara e insuficiente para resolver o problema.

Solução submersa
Iceotope
Eis que para refrigerar estes servidores, a Universidade de Lees, na Inglaterra, desenvolveu um líquido especial onde as máquinas ficam submersas, controlando então esta temperatura. Tal líquido, chamado de 3M Novec, não conduz eletricidade e converte o calor 20 vezes mais rápido que a água. Assim, ele não interfere no funcionamento de aparelhos eletrônicos. Difícil de acreditar? No vídeo abaixo, realizado pelos técnicos da Leeds, um celular convencional e um Iphone são colocados num frasco com o fluido. Primeiro, para provar que os dois continuam funcionando os pesquisadores ligam para o celular, que começa a tocar mesmo submerso, enquanto que para o segundo a câmera é mantida ligada, que capta as imagens embaixo da água.

A partir disso surgiu o Iceotope, que armazena os servidores submersos e em contato direto com o 3M Novec. No formato de uma cabine, a estrutura possui uma bomba simples e de baixa potência, que fica situada na parte inferior do rack, onde um refrigerante secundário é bombeado até o topo do gabinete, de onde desce por 48 módulos. A água vai passando pelos trocadores de calor e capturando o calor do refrigerante primário e depois a transfere para um terceiro líquido refrigerante, ligado a um circuito externo. Desta maneira, o Novec não sobreaquece ao ficar muito tempo concentrado em um servidor.

Benefícios
A partir das pesquisas realizadas pelos pesquisadores da Universidade de Leeds, foi constatado que o Iceotope pode ajudar nos seguintes itens:
•    Redução de custos: para retirar o calor de um servidor, que consome cerca de 20 kilowatts, o aparelho utiliza apenas 80 watts de potência. Desta forma, para realizar o mesmo trabalho que um sistema de climatização, o Iceotope economiza 97% dos custos em comparação aos condicionadores de ar.
•    Maior espaço: Sem a utilização de aparelhos de ar condicionado dentro dos Data Centers, acontece um ganho de espaço, onde podem ser inseridos mais aparelhos com servidores. Com este aumento é possível aperfeiçoar o trabalho e melhorar o envio de informações pela rede.

Passando pela parte de testes, o Iceotope prepara-se para entrar no mercado dos Data Centers. Ainda não foram divulgadas datas ou valores. Ficou interessado? Então assista a esse vídeo criado pela empresa:

Texto criado exclusivamente pelo setor de jornalismo do Portal Web Ar Condicionado. Com informações de TechTudo.

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