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Projetos de energia solar ganham forças em Minas Gerais

  • 18 de novembro de 2014
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No meio da crise no setor elétrico, microusinas solares residenciais tem sido destaque no meio. Em Belo Horizonte, 62 consumidores estão em teste com uma nova fonte alternativa que utiliza placas de silício. Com potencial para fazer frente à dependência do Brasil da hidroeletricidade, o modelo é caro e apenas engatinha.

Cerca de 6,5 milhões de consumidores residenciais são abastecidos pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), com a predominância da geração condicionada aos grandes reservatórios de água. Embora ainda concentrada nas famílias de maior poder aquisitivo e na população que valoriza insumos limpos e renováveis, as microusinas solares ganham atenção e a demanda de novos projetos.

Segundo estimativa da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), 90% dos cerca de 250 sistemas de micro e minigeração conectados a redes das companhias distribuidoras no país usam os paineis fotovoltaicos, grandes placas que contêm células de silício e são capazes de converter a luz solar em energia elétrica.

Investimentos do setor
Com a experiência profissional no setor, Walter Fróes, diretor-geral da CMU Comercializadora de Energia, com sede em Belo Horizonte, decidiu testar esse mercado. “Futuro a energia solar tem, mas ainda é cara, embora o preço da energia na rede convencional esteja em crescimento com o acionamento das termelétricas”, avalia. Na casa na Zona Sul da capital mineira, Fróes investiu R$ 80 mil num sistema estruturado em 36 painéis fotovoltaicos de 250 watts (W) cada um, com capacidade para gerar 8 mil quilowatts (kW) no sol a pino.

Convertida na eletricidade que alimenta a residência, da área externa de lazer aos quartos e à cozinha, a energia produzida será suficiente para promover descontos nas contas de luz da casa e do escritório de Walter Fróes, que preza pela economia de energia. “Se pudéssemos captar e armazenar toda a energia que emana do sol para a Terra ao longo de um único dia, sustentaríamos o planeta com energia suficiente por um ano e meio”, compara ele.

Também no ramo de projetos de geração de energia renovável, o engenheiro e técnico em eletrotécnica Frederico Milward Leitão Garcia vê um impulso renovado à startup que criou em BH, responsável pelo desenvolvimento de sistemas em Minas, no interior de São Paulo e na Paraíba. Os orçamentos dos clientes variam de R$ 5 mil a R$ 500 mil, de acordo com as dimensões dos equipamentos, configurando usinas de 140 W a 18 kW. Segundo Garcia, em comparação com o ano passado, a demanda de projetos triplicou.

Prazos estabelecidos
Segundo a Cemig, o prazo para as microusinas de geração solar estarem ligadas à rede da distribuidora é de 60 dias, proporcionando, então, a redução na conta de energia do empreendedor do sistema.

A previsão é de que, a partir de 2017, 31 grandes projetos de geração de energia solar com capacidade instalada para 1.048 megawatts vão participar da rede nacional.

Redação do Portal WebArCondicionado.

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