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Pesquisadores criam sistema que pode refrigerar através do sol sem agredir o meio ambiente

  • 05 de agosto de 2015
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Com as temperaturas podendo passar os 40 graus e o sol quente, torna-se difícil imaginar que essa mesma fonte de energia pode ser capaz de refrigerar. Mas é exatamente isso o que conseguiu uma equipe de investigação do Instituto de Ciencias de la Construcción Eduardo Torroja del CSIC, na Espanha: os pesquisadores criaram vários protótipos capazes de arrefecer espaços variáveis, como um quarto ou um barco, ativados por energia solar térmica e que usam a água como líquido refrigerante.

Esses protótipos foram desenvolvidos com o objetivo de substituir os atuais sistemas de refrigeração, que produzem um alto impacto sobre o aquecimento global e a camada de ozônio.

Medidas já conhecidas e causas do projeto
Algumas medidas já foram tomadas para combater os prejuízos que vêm dos gases contidos nos sistemas de refrigeração, como o Protocolo de Montreal e a eliminação de HCFCs no setor. No entanto, formas mais eficazes ainda são buscadas para combater a destruição da camada que nos protege dos raios de sol, que sofre tendências negativas devido ao constante crescimento de vendas de ar-condicionado com esses gases prejudiciais.

Vamos aos números: no sul da Europa, por exemplo, existem cerca de 40 milhões de aparelhos de ar condicionado. A maioria desses sistemas utilizam, em média, cerca de 1,5 quilogramas de gases refrigerantes fluorados, que contribuem para o aquecimento global. Com o projeto dos pesquisadores, a ideia é que a substituição dos sistemas tradicionais por refrigerantes naturais, como água, ajude na preservação do planeta.

O projeto
Segundo o pesquisador e líder do projeto do Instituto Torroja, Marcelo Izquierdo Millan, a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores utiliza sal de brometo de lítio e água. O interessante é que as propriedades dessa mistura para uso em ar-condicionado já haviam sido conhecidas no início do século XX, mas sua implementação comercial foi adiada porque a solução geralmente produz a formação de cristais sob certas condições. A grande inovação dessa nova tecnologia é que ela consegue realizar o processo de refrigeração sem que essa cristalização aconteça.

Os protótipos desenvolvidos são capazes de arrefecer a água entre 7 e 18 graus centígrados, com temperaturas exteriores entre 30 e 42 graus e podendo resfriar uma área de cerca de 20 a 35 metros quadrados com uma temperatura constante entre 24 e 26 graus. Além disso, o tamanho é semelhante a um aparelho de ar condicionado: cerca de um metro cúbico.

Essas máquinas podem ser usadas como sistemas de refrigeração e de aquecimento com uma potência de 10 a 20 kW em edifícios, casas, ônibus, caminhões, entre outros; usando a energia solar térmica e também o calor residual dos motores. Com isso, o mesmo calor que nos aquece pode ser a solução para um ambiente mais fresco e, sobretudo, menos poluente.

Redação do Portal WebArCondicionado. Com informações de 20 minutos.

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