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Onda de frio intenso causa mortes e preuízos na Ucrânia

  • 18 de dezembro de 2012
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Equipes de emergência removem a neve de um carro preso após nevascas em Brody autoridades desaconselham os motoristas a sair de carro

*Atualizado em 09/01/2013

Enquanto a maioria das regiões brasileiras registra altas temperaturas, comprometendo os estoques de condicionadores de ar, uma onda de frio intenso atinge o hemisfério norte do planeta. A situação é mais crítica no leste Europeu. Até o dia 24 de dezembro, mais de 170 mortes foram registradas em função das baixas temperaturas. Na Ucrânia, que contabilizou pelo menos 83 mortes, doze destas vítimas foram congeladas nas ruas cobertas pela nevasca.

Agências de notícias europeias divulgaram que 536 pessoas foram hospitalizadas com sintomas de hipotermia. Em Kiev, capital ucraniana, o dia 18 de dezembro iniciou com 16 graus negativos e os registros noturnos de outras regiões beiravam os -18Cº. O Centro Meteorológico ucraniano prevê uma queda de temperatura mais severa ainda para o final de semana, podendo atingir até 28 graus abaixo de zero. Já na Sibéria o mercúrio dos termômetros despencou em queda livre para -51Cº na madrugada.

Militares desenterram carro coberto por neve nesta segunda-feira (17) na cidade ucraniana de Brody (Foto Reuters)Problemas nos sistemas de aquecimentos
A situação climática está trazendo problemas também para os sistemas de aquecimento urbano. Na cidade de Rybinsk, na Rússia, cerca de 12 mil pessoas ficaram sem água quente e aquecimento domiciliar devido à ruptura dos dutos. Na Sibéria, o transporte público foi suspenso juntamente com as aulas.

Medidas de emergência
O Ministério para Situações de Emergência russo decidiu abrir 1.500 “pontos de aquecimento”, nos quais se pode receber chá quente, açúcar, toucinho e sanduíches.

Já na Ucrânia o governo limitou o trânsito em determinadas cidades para os motoristas e pediram para que as pessoas não saiam às ruas.

O motivo do frio intenso
As baixas temperaturas fora de época estão ocorrendo em função da passagem de um anticiclone na região. O fenômeno se estende por grande parte do território ucraniano e resulta na alta pressão atmosférica da área. Os dados preocupam as autoridades locais, visto que o inverno nem começou ainda na Europa.

No último inverno, em fevereiro deste ano, a Ucrânia registrou as temperaturas mais baixas em seis anos com 130 mortes no país, que tem 45 milhões de habitantes.

Duas mulheres brincam na neve em dia em que os termômetros marcaram -30ºC na cidade siberiana de Krasnoyarsk. Foto Reuters

Fonte: Terra

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