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Impasse na climatização de escolas em Teresina

  • 22 de outubro de 2013
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Se 40ºC é um sufoco para quem está nas ruas. Imagine a dificuldade para se concentrar e aprender dentro de uma sala de aula. Alunos de Teresina têm sofrido com a gestão pública e, principalmente, com o forte calor que faz na região. De cada quatro escolas, uma conta com ar-condicionado, mas também sem a garantia que estejam em funcionamento. Neste período do ano, o calor é excessivo na Capital do Piauí.

A rede municipal de Teresina conta com 303 escolas, mas apenas 70 têm ar-condicionado. Para algumas que possuem o aparelho, o problema é outro: a rede elétrica, que não aguenta a demanda de energia.

No início de outubro, estudantes e professores da escola Professor Balduíno Barbosa de Deus, localizada na zona Leste de Teresina, pararam as atividades. Eles alegam que a ausência de climatização nas salas de aulas estaria prejudicando a aprendizagem.

Segundo a professora Elizangela Alves, há dois anos o governo do estado promete instalar aparelhos de ar-condicionado nas salas de aula, mas até o momento, a promessa não foi cumprida. “O calor é intenso por conta do alumínio usado na cobertura. Além disso, os ventiladores estão quebrados. Queremos que o governo cumpra a promessa de climatizar as salas de aula”, disse a professora.

O gerente de projeto da Secretaria de Educação José Renato, informou que existe um projeto de climatização para escola, no entanto, o mesmo será desenvolvido após aprovação da Eletrobrás, empresa responsável pelo fornecimento de energia no estado.

Eletrobrás Piauí responde
A Eletrobrás Piauí divulgou uma nota a respeito do problema. A empresa afirma que os estabelecimentos de ensino precisam de uma subestação particular.

Segundo a Resolução Normativa nº 414/2013 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no seu artigo 12, todas as unidades consumidoras que possuam carga acima de 75kW devem ser atendidas em tensão primária de distribuição. Isso significa que, para consumidores onde a soma das potências individuais de todos os equipamentos instalados for superior a 75kW, esta unidade consumidora não deve ser ligada diretamente na rede de energia e  deverá construir uma subestação particular (transformador que irá reduzir a tensão para o nível dos equipamentos a serem ligados, no caso do Brasil, 220V), construída sob os gastos do cliente.

Estão enquadrados nesse caso, hospitais, condomínios, loteamentos, grandes empresas e escolas. Para exemplificar melhor o caso, uma sala de aula equipada com 1 split de 30.000btus e 8 lâmpadas fluorescente de 32W, possui uma carga instalada de 3,5kW, ou seja, uma escola que possua 15 salas de aula, biblioteca, laboratórios, salas de coordenações, banheiros e áreas externas como corredores e quadras esportivas possuem certamente uma carga acima de 75kW e precisará de uma subestação particular.

Dessa forma, é preciso que Prefeitura e Estado, quando da construção de obras que demandem mais de 75kW, apresentem à Eletrobrás o projeto da subestação para que a concessionária possa avaliar a viabilidade técnica e o atendimento das normas e procedimentos técnicos da empresa. O prazo de análise de projeto regulado pela ANEEL é de 30 dias. Com o projeto aprovado, o consumidor prossegue com a construção da subestação e, após a execução do projeto, solicita a concessionária a vistoria e a ligação de energia elétrica.

Problema próximo da resolução
O município anunciou que abrirá licitação para contratar uma empresa que deverá fazer um estudo da carga elétrica necessária para a climatização de cada escola. “Dinheiro nós temos. Não falta dinheiro para a Educação. O problema é de gestão. Não vamos colocar um ar condicionado se não tem energia suficiente”, afirma o secretário municipal de Educação, Kleber Montezuma.

A Prefeitura aguarda o resultado dos estudos para adquirir novos aparelhos. De acordo com o secretário, os próprios aparelhos que foram adquiridos na última remessa não estão em pleno funcionamento por conta da constante falta de energia. “Não é só colocar os aparelhos e começar a funcionar. Tem escolas com os aparelhos instalados e impossibilitados de funcionar. Em outras, a Diretoria faz um revezamento, com cada sala tendo um tempo determinado para deixar ligado. Se usar em todas simultaneamente, há uma apagão, a energia não suporta a carga solicitada”, explicou o secretário.

É possível que as escolas que já contam com o ar-condicionado sejam climatizadas no primeiro semestre de 2014.

Texto criado exclusivamente pelo setor de jornalismo do portal
WebArCondicionado. Com informações de Prefeitura de Teresina e Eletrobrás Piauí.

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