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Em Foz do Iguaçu, cadeirantes não conseguem usufruir de microônibus com ar condicionado

  • 11 de janeiro de 2013
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Em Foz do Iguaçu, cadeirantes não conseguem usufruir de microônibus com ar condicionado Com um projeto orçado em 132 mil reais, a prefeitura de Foz do Iguaçu (PR) adquiriu, junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), dois microônibus especiais adaptados para cadeirantes, para transportar os alunos da Associação Cristã do Doente e Deficiente (ACDD) de casa até a escola. No entanto, há mais de um mês os veículos estão parados no pátio da prefeitura, pois apesar de possuir condicionadores de ar e entradas especiais, não estão adaptados para comportar as cadeiras usadas pelas crianças e adultos da entidade.

Segundo o chefe da divisão de apoio da secretaria de educação da cidade, Noraldino Santos Nascimento, o transporte foi feito para as cadeiras tradicionais, que são mais estreitas. Já as usadas pelos alunos da ACDD são mais compridas e largas, impedindo assim o uso dos ônibus.

– É totalmente inviável. Apesar de estarem adaptados com ar condicionado é totalmente inviável – afirma a diretora pedagógica da instituição, Valéria Pereira da Silva.

Trovões e sol

Há mais de um mês que o município de Foz do Iguaçu (PR) sofre com as altas temperaturas e o tempo abafado, em decorrência das tempestades e do calor. Durante o mês de dezembro, os termômetros na cidade oscilaram entre 20 e 30ºC com tempo instável.

Calor prejudica a viagemProblemas de viagem

Devido ao calor e a falta de ar condicionado nos ônibus que estão sendo utilizados para transportar os alunos, muitos acabam enfrentando problemas. A Paraná TV acompanhou a situação dos alunos da entidade durante um tempo. Todos os dias dois ônibus adaptados para essas cadeiras levam os 106 alunos para a aula, numa viagem que pode durar até uma hora e cinqüenta minutos.

Os pais reclamam que as crianças voltam cansadas para casa, e para refrescá-las é necessário ingerir bastante líquidos e dar banho. “Muito quente, chegam suados e vermelhinhos. A primeira coisa quando chegam em casa tem que dar banho, porque o calor é demais” explica a mãe de um dos alunos.

Como se isso não bastasse, Valéria relata que alguns alunos convulsionaram dentro do ônibus: “Precisa chamar o SAMU, parar o ônibus. Realmente é um transtorno e também um risco muito grande”. Edinovaldo Alves da Silva, responsável por monitorar os estudantes dentro do ônibus, confirma a situação: “Não dá pra tirar o olho”. Quando isso acontece, o monitor relata que não há muito que fazer, restando deitá-los de lado e esperar o SAMU chegar.

Manifestação dos paisReinvidicações e desafios da prefeitura

Desde março os pais dos alunos realizam manifestações para conseguir melhores transportes coletivos. Pois mesmo que os ônibus utilizados atualmente consigam transportar crianças e adultos da entidade, nem todas as necessidades especiais vêm sendo atendidas.

Seria necessário mais um veículo grande para ser adaptado e ar condicionado para esses três ônibus. A prefeitura havia conseguido com o FNDE 12 veículos para o transporte escolar, sendo três especiais para cadeirantes. Como infelizmente eles seguem um padrão, sendo pequenos para o tamanho das cadeiras utilizadas e que não podem ser modificados.

Além disso, o combustível utilizado nestes ônibus é um tipo especial de Diesel, que não existem na garagem do município. “O combustível usado é o S50. Não é o tipo que o município utiliza. A prefeitura terá que ir atrás outro combustível” afirma o chefe da divisão de apoio da secretaria de educação da cidade.

Ônibus realiza tranporte para ACDDOs alunos da associação estão de férias até dia 14 de janeiro. A prefeitura negocia com o novo prefeito eleito uma alternativa para esse problema. Até lá, a ACDD tem que buscar uma solução: “Agora novamente a luta pelos três ônibus” afirma Valéria.

Sobre a entidade

Criada em 1984, a ACDD procura ajudar a comunidade e subsidiar o município. O trabalho realizado busca atender alunos com múltiplas deficiências oferecendo além do ensino acompanhamento para melhorar a parte motora.

Fonte: G1

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