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Estudo diz que o aquecimento global pode aumentar as secas na Amazônia

  • 22 de outubro de 2015
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Estudo diz que o aquecimento global pode aumentar as secas na AmazôniaUm estudo publicado na revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA (PNAS), concluiu que as mudanças climáticas podem aumentar a tanto a frequência das chuvas extremas, quanto as secas na Amazônia, antes de 2050.

Liderado por Philip Duffy, do Instituto de Pesquisas de Woods Hole, nos EUA e da Universidade Stanford, o estudo mostra que as secas extremas no leste amazônico, pode triplicar até o final do século.

Contraditoriamente, os períodos de chuvas extremas e a área sujeita a esses fenômenos, também tende a crescer após 2040, mesmo onde a precipitação média anual diminuir. O que não é o caso do Peru e da Colômbia, onde deve haver um aumento na precipitação média anual.

Essa mudança no regime de chuvas é um efeito do aquecimento global, pois com mais energia na atmosfera e mais vapor de água, resultante da maior evaporação dos oceanos, os extremos climáticos são amplificados. As estações chuvosas da Amazônia, chamado pelos moradores de “inverno” ficam mais curtas, porém, as chuvas aumentam.

O que dizem outros estudos já realizados
Existem dois pontos de vista entre os cientistas, em 1990 um estudo propôs que haveria uma grande transformação e que resultaria numa savanização (Amazônia viraria um deserto). Já outro, estudo apontou que o calor e o CO² extra causariam efeito contrário, “o de fazer as árvores crescerem mais e fixarem mais carbono, de modo a compensar eventuais perdas por seca”. E que em média, não haveriam grandes impactos sobre a Amazônia.

Porém, em 2005, 2007 e 2010, houveram grandes secas que resultaram em ampla mortalidade de árvores e incêndios em florestas primárias com mais de 85 mil km². E de acordo com a equipe de Philip Duffy, cerca de 1% a 2% do carbono da Amazônia foi lançado na atmosfera na década de 2000, por conta dessas secas.

Redação do Portal WebArCondicionado.

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