Muito falamos aqui no WebAr sobre os fluidos refrigerantes utilizados nos aparelhos, inclusive sobre a busca de alternativas mais sustentáveis para conter a agressão ao meio ambiente, já que muitos deles possuem um alto potencial de aquecimento global.

Em meio a esses esforços, a eliminação desses gases vem sendo promovida no setor de climatização em uma escala global, mas as últimas notícias afirmam sobre a dificuldade de alcançar esse objetivo, e por um motivo específico: a falta de treinamento dos profissionais.

Um relatório da Comissão Europeia divulgado recentemente chamou a atenção sobre a falta generalizada de mão de obra qualificada para lidar com refrigerantes alternativos aos hidrofluorcarbonos (HFCs), tais como dióxido de carbono (CO2), hidrocarbonetos (HCs), hidrofluorolefinas (HFOs) e amônia.

Qualificação em baixa
Dos 160 mil técnicos treinados no âmbito da norma F-Gas (um regulamento que trata da eliminação dos compostos com efeito estufa utilizados pelo setor de refrigeração e ar condicionado no continente), apenas pouco mais de 2% estão capacitados a trabalhar com as novas alternativas. “Está claro que hoje o número de profissionais treinados é muito baixo para corresponder às exigências de médio e longo prazo acerca da redução gradual de HFCs”, ressalta o documento.

Embora o uso atual de refrigerantes alternativos esteja em crescimento, um número maior de técnicos treinados será necessário para atender às demandas futuras do mercado, à medida que a redução de HFCs se torna cada vez mais desafiadora.

Em síntese, a pesquisa constatou que há poucos locais para treinamentos e falta de formação prática, bem como um número limitado de pessoas qualificadas. “Mais esforços são necessários para garantir que a oferta de qualificação atenda a demanda futura”, afirma o relatório.

Se as dificuldades estão presentes no Velho Continente, no Brasil essa questão também necessita ser aprimorada. Qual sua opinião sobre as oportunidades aqui no país?

Redação do Portal WebArCondicionado