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Eleição de Trump pode ameaçar o clima da Terra?

  • 14 de novembro de 2016
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A recente eleição de Donald Trump provocou diversas reações no mundo todo, considerando o impacto que os Estados Unidos representa em escala global. Mas você sabia que a entrada do próximo presidente a comandar a América chegou a assustar os ativistas do clima?

Seguido comentamos aqui no WebAr sobre o atual momento crítico que passamos em consequência das mudanças climáticas, comprovadas por estudos científicos que alertam sobre a gravidade das emissões de gases. Tanto que os anos de 2014 e 2015 bateram sucessivamente os recordes históricos de calor, e 2016 pode estar a caminho de bater de novo. Para combater esse aquecimento global, medidas que buscam conter esse desequilíbrio vem sendo construídas, como o acordo de Paris, que reúne países empenhados em reduzir o aumento da temperatura em 1,5ºC.

Isso também está sendo discutido na COP22, dessa vez realizada em Marrakesh, no Marrocos, até o final dessa semana. Lá, a eleição de Trump vem sendo bastante discutida, principalmente porque o empresário se manifestou diversas vezes contra o acordo, ameaçando cancelar a proposta e também cortar toda a ajuda a programas de mitigação às mudanças climáticas das Nações Unidas.

Contraposições polêmicas
Além disso, dentro de seu país Trump declarou apoio à desregulamentação para facilitar a expansão do gás de xisto e por novas explorações de petróleo. E é a favor da construção de um oleoduto polêmico ligando os Estados Unidos ao Canadá.

Para piorar a situação de quem defende a luta pela redução das temperaturas, os especialistas no assunto lembram que Trump disse em 2012 que o aquecimento global era um “mito”, mudando um pouco a fala durante essa campanha presidencial, ao tratar o aquecimento global como um “fenômeno natural”, novamente indo contra o senso científico.

Esperança ainda existe
Apesar dessa ideia, muitos participantes da COP em Marrakesh estão tentando manter o otimismo. “O mundo vai continuar. Trump não poderá negar os benefícios que a economia limpa trazem para o país. E aqui os outros países devem manter seus compromissos”, afirma André Ferretti, do Observatório do Clima.

Segolene Royal, ministra francesa de Meio Ambiente e presidente em fim de mandato do fórum da ONU, segue o mesmo tom de Ferretti. “No momento em que 103 países que representam a emissão de 70% dos gases de efeito estufa ratificaram o acordo de Paris, ele não pode revertê-lo, diferentemente do que ele disse”, justifica à rádio francesa RTL, ressaltando ainda que, segundo os termos do acordo, os Estados Unidos devem esperar ao menos três anos antes de poder eventualmente se retirar.

Alguns grupos ecologistas foram menos diplomáticos em suas reações com os efeitos que podem ser concretizados no novo mandato. “A eleição de Trump é um desastre, mas não pode ser o fim do processo internacional sobre o clima”, disse May Boece, diretora-executiva do 350.org, um grupo global que trabalha a favor do desinvestimento dos combustíveis fósseis. “Nosso trabalho se torna muito mais difícil, mas não é impossível, e nos recusamos a perder a esperança”, acrescenta.

Redação do Portal WebArCondicionado

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