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Dilma discursa sobre as mudanças climáticas durante a COP-21

  • 03 de dezembro de 2015
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Em seu discurso na abertura da Conferência do Clima da ONU em Paris, a presidente Dilma Rousseff defendeu a adoção de um acordo global contra as mudanças climáticas que seja “legalmente vinculante”, ou seja, que tenha valor de lei para os países signatários.

“Estamos aqui em Paris para construir uma resposta conjunta que só será eficaz se for coletiva e justa”, afirmou a presidente. “A melhor maneira de construir soluções comuns é a nossa união em torno de um acordo justo, universal e ambicioso que limite nesse século a elevação da temperatura média global a 2ºC”, completou.

Foi nesse momento que a brasileira defendeu que o acordo de Paris, que substituirá o Protocolo de Kyoto como grande marco legal da luta contra as mudanças climáticas, tenha caráter obrigatório. Desse modo, o discurso de Dilma deixa nas entrelinhas a porta entreaberta para que o Brasil apoie a proposta de um possível acordo.

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Medidas de implementação
A presidente citou também a forma como as medidas para impedir o aumento da temperatura global serão implementadas. Trata-se de um grande tema das discussões sobre clima: os países em desenvolvimento lutam para que os desenvolvidos – que já poluíram muito para chegar onde estão agora – ajudem a financiá-los na transição para uma economia menos poluente, para evitar que isso prejudique seu avanço.

“Os meios de implementação do novo acordo, financiamento, transferência de tecnologia e capacitação devem assegurar que todos os países tenham as condições necessárias para alcançar o objetivo”, disse a presidente. Essas formas de implementação, segundo Marcio Astrini, do Greenpeace Brasil, devem ser uma questão-chave da conferência, já que o que está em jogo não são as metas – pois cada país já apresentou as suas, voluntariamente. “Significa que o Brasil vai se juntar fortemente a países como China e Índia para que eles cobrem dos desenvolvidos colocar mais dinheiro na mesa”, diz o especialista.

Brasil é afetado por fenômenos extremos
O impacto de duas más notícias na área ambiental do país também não passou em branco. O desastre de Mariana, em Minas Gerais, e o aumento nos índices de desmatamento foram os casos citados sobre a situação no Brasil. “A ação irresponsável de uma empresa provocou recentemente o maior desastre ambiental da história do Brasil, na grande bacia hidrográfica do rio Doce. Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia”, disse a presidente na COP-21.

No discurso, Dilma também citou o avanço no combate ao desmatamento no Brasil, mas não mencionou os dados divulgados recentemente que mostram um aumento de 16% no índice entre 2014 e 2015. Nesse contexto, a presidente falou sobre o Redd+, mecanismo que permite a remuneração daqueles que combatem o desmatamento.

“Nosso esforços de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia ganham agora um novo patamar de ação com a adoção da estratégia nacional da Redd+. O Brasil já preenche todos os mecanismos da convenção do clima para tornar-se beneficiário desse mecanismo”, disse Dilma. No entanto, a estratégia não está pronta e aguarda uma consulta pública.

Metas
O tema Energia renovável também entrou em pauta no discurso. “Todas as fontes de energias renováveis terão sua participação em nossa matriz energética ampliada, até alcançar, em 2030, 45%”, afirmou Dilma, falando sobre o plano apresentado pelo Brasil. A presidente afirmou em sua fala também que Brasil tem como meta reduzir as emissões em 43% no período entre 2005 e 2030.

Redação do Portal WebArCondicionado. Com informações de Uol Notícias.

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