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Artigo: Estratégias competitivas para sobreviver à crise financeira

  • 09 de agosto de 2013
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Diferencial Competitivo*Por Madeleine Schein
Estamos vivendo um momento delicado no Brasil, enfrentamos a alta do dólar, inflação crescente e o endividamento da população. Atualmente, as famílias brasileiras comprometem cerca de 40% da renda com dívidas, revela o estudo da LCA Consultores. “Houve uma forte aceleração do endividamento”, disse o economista Wermeson França.

Apesar do aumento do rendimento dos brasileiros em função da nova classe C, as dívidas tiveram um crescimento maior. O cálculo da dívida total inclui as contas com empréstimos bancários e financiamentos de bens, incluindo imóveis e veículos. Os brasileiros têm recorrido às linhas de crédito que oferecem dinheiro vivo, usado principalmente para pagar dívidas. O crédito consignado, cuja prestação é descontada do salário do trabalhador, praticamente sem risco para os bancos, foi o destaque: o volume de aprovações desse tipo de crédito cresceu 20,8% em 12 meses até abril, segundo dados do Banco Central.

Tais informações são alarmantes, sobretudo quando existe um forte investimento de empresários visando a Copa do Mundo, de 2014, e ao mesmo tempo, a população se manifesta descontente com a política brasileira. A crise na Europa e EUA também afetam nossa economia, influenciando nossas importações e exportações. É de conhecimento de todos que, a economia funciona através de fortes volumes de vendas e consumo, e a preocupação é uma retração nas compras, em função do endividamento da população.

Identifique as necessidades
Nesses momentos de crise, é fundamental para as empresas estabelecer estratégias para enfrentar o mercado com diferencial competitivo. Entretanto, como fazer isto? Foco na sustentabilidade de seus negócios. E, quando falo em sustentabilidade, gostaria de focar na sustentabilidade econômica e na inovação tecnológica. É preciso perceber que será muito difícil atender vários simultaneamente e com qualidade. Isto é muito caro, pois você terá que investir em estratégias para públicos distintos com diferentes expectativas.

Ou seja, gerenciar uma grande variedade de fornecedores, insumos e consequente baixo volume de compras, baixo poder de barganha e negociação com estes fornecedores. Isto poderá incluir várias linhas de produção, muitos tipos de embalagens, material de divulgação, equipe de vendas para atender segmentos de clientes com perfil diferente, estratégias de comunicação com o mercado e logística. Ufa! Seus colaboradores vão ficar correndo de um lado para outro sem foco e, possivelmente, sua empresa irá sucumbir pelos altos custos.

Estabeleça os objetivos
O termômetro das empresas é, e sempre será, o mercado. É preciso fazer uma boa leitura do mercado e definir segmentos alvo de atuação. Este é o momento para empresários investir em planejamento estratégico, identificar segmentos de atuação, estudar o perfil comportamental destes grupos de clientes, entender suas necessidades, desejos e poder de consumo. A partir daí, desenvolver produtos, serviços, ou melhor, soluções para atender estas expectativas.

O foco é fundamental para que a empresa reduza custos e fidelize seus clientes! Outro fator determinante é investir tempo e equipes na identificação e redução do desperdício e retrabalho, eliminando custos desnecessários. Através de mais de 25 anos de atuação no mercado como consultora de empreendimentos, afirmo que é possível reduzir até 30% dos custos de uma empresa eliminando o retrabalho e desperdício. Além disso, após identificar o cliente alvo, precisamos inovar! Inovação em tudo! Na oferta de soluções para o cliente, nos processos de produção e na inteligência do negócio.

Mãos à obra
O governo tem disponibilizado através da FINEP, CNPQ, SEBRAE, FAPERGS e outras entidades, um grande volume de recursos financeiros não reembolsáveis. Neste mês de julho foi aberto um edital que oferece 10 milhões em recurso por projeto, sendo grande parte não reembolsável. Elabore seu plano de negócios e solicite estes recursos. A inovação tecnológica possibilita o diferencial competitivo e a redução de custos.

Muitas empresas encontram dificuldade em elaborar estas estratégias por falta de conhecimento em gestão empresarial e marketing. Ser sustentável é entender que precisamos formar parcerias e contratar especialistas para desenvolver novas estratégias. E isto não é custo, e sim investimento! Quando investimos os resultados são surpreendentes!

Lembre-se: irão sobreviver a crise as empresas altamente competitivas, ou seja, aquelas que oferecerem ao mercado soluções inovadoras com preço justo. Faça parte deste grupo!

Madeleine Schein *Especializada em Marketing e Inteligência Competitiva, Mestre em Administração e Negócios pela PUC-RS, Presidente do Comitê Regional de Cachoeirinha/RS – PGQP, Diretora de Gestão Empresarial e Inovação da ASBRAV, Diretora da Schein Gestão Empresarial. Madeleine possui ampla experiência em consultoria de empreendimento e coaching. Além disso, é professora universitária e promove palestras.

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