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Revestimento térmico pode diminuir o uso do ar-condicionado

  • 09 de fevereiro de 2012
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Mais uma novidade que poderá virar tendência nas construções sustentáveis nos próximos anos. Em Portugal, o projeto Contribuição de Argamassas Térmicas Activas para a Eficiência Energética dos Edifícios, do Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho (UM), desenvolveu um revestimento revolucionário para paredes e tetos que aquece e arrefece a temperatura interna de casas e escritórios.

Baseada em microcápsulas termicamente ativas aplicadas na superfície das argamassas, a tecnologia deverá ser uma prática corrente dentro de dez anos.

Como funciona

Em concreto, coloca-se nas paredes e tetos a argamassa composta por gesso, cal, cimento, areia, água e cápsulas microscópicas de PCM, um material de mudança de fase.

Esta camada serve como climatizador, transitando de fase líquida para sólida, e vice-versa, em temperaturas próximas da ambiente (20-25ºC). Por exemplo, passar de fase sólida para líquida faz descer o termômetro e reter energia do compartimento.

Com estes aditivos nas argamassas, consegue-se reduzir o consumo de energia (eficiência energética), uniformizar a solicitação de energia à rede, aumentar o conforto térmico dos edifícios, evitar o gasto de energias não renováveis e também minimizar o consumo de dióxido de carbono, ressalta o pesquisador.

Segundo o coordenador do projeto, José Barroso de Aguiar, essa inovação ajudará a poupar na conta de energia elétrica e contribuirá para um maior conforto térmico e para a ecossustentabilidade. Para ele, vai valer a pena pagar mais quando se constrói, lembrando que esse custo inicial será compensado em poucos anos, graças à economia de energia elétrica.

Fonte: Agência Financeira

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