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Riscos de apagões antecedem o fim do horário de verão

  • 13 de fevereiro de 2014
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Riscos de apagão antecedem o fim do horário de verão O setor elétrico brasileiro está passando por um período turbulento. No momento, o país está correndo risco de apagões por dois grandes motivos: o nível dos reservatórios das hidrelétricas está abaixo da média e existe grande demanda por energia elétrica em função das altas temperaturas registradas. Para completar, o Horário de verão está chegando na sua reta final, por isso, à meia noite do domingo, 16 de fevereiro, onze estados brasileiros terão de atrasar os relógios em uma hora.

O ajuste é válido para quem vive no Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Para esta edição, o Ministério de Minas e Energia estima uma economia de energia de 400 milhões de reais, no entanto, este valor só será confirmado em análise que será feita no fim do mês de fevereiro. Nos últimos dez anos, a medida representou uma redução de 4,6% na demanda por energia no horário de pico, que compreende das 19h às 21h.

Dois apagões em duas semanas
O término do horário de verão coincide com um mês onde dois apagões foram registrados em apenas duas semanas. Na terça-feira, 4 de fevereiro, o primeiro afetou aproximadamente 6 milhões de pessoas que ficaram às escuras em 14 estados (todos do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste, além de Rondônia, Acre e Tocantins, na Região Norte). Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a falha ocorreu em função de um curto-circuito numa linha de transmissão no estado de Tocantins.

Já na quarta-feira, 13 de fevereiro, diversas cidades do Espírito Santo, incluindo a região metropolitana de Vitória, ficaram sem luz. De acordo com a concessionária de energia da região, EDP Escelsa, o problema ocorreu em uma das subestações de Furnas, que está ligada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Apesar de o sistema elétrico brasileiro apresentar falhas em sua estrutura, os representantes dos órgãos do governo negam que os problemas tenham ocorrido pelo alto volume na demanda de energia. O Presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim informou que o nível de interrupções decorrentes de eventuais falhas no sistema de transmissão está dentro dos padrões internacionais. Segundo ele, o esgotamento de terça foi um episódio isolado.

Energia elétrica e a climatização
Riscos de apagão antecedem o fim do horário de verão A climatização é uma das principais responsáveis pelo consumo de energia no planeta. De acordo com Engenheiro Mecânico e Diretor Técnico da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado e Ventilação, Ricardo Vaz de Souza, “estima-se que o consumo da climatização possa representar até 50% da demanda de energia elétrica em prédios comerciais. Este número é menor em instalações residenciais, devido à diferença nos sistemas e número de unidade utilizada”.

Ricardo ainda deu três dicas para conter o consumo de energia com ar-condicionado. “Primeiro, recomendo que a pessoa observe o Selo Procel na hora de comprar um aparelho. As etiquetas A e B indicam que os condicionadores são mais econômicos. Em segundo lugar, sugerimos a tecnologia inverter que traz mais economia e também tem uma vida útil maior. Por fim, chamar um profissional de qualidade para instalar os aparelhos também faz diferença. Um sistema com problemas na instalação tente a consumir mais energia”.

Redação do Portal WebArCondicionado.

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