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Vendas de fluidos refrigerantes crescem no Nordeste

  • 28 de outubro de 2013
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Nordeste brasileiroAos poucos, o setor de HVAC está se adaptando às ações que visam amenizar os impactos que os fluidos refrigerantes têm no ambiente. Recentemente, o Ministério do Meio Ambiente assinou um acordo para a redução desses gases em cumprimento às orientações estabelecidas pelo Protocolo de Montreal. Em função disso, a venda de fluidos alternativos aumentou, especialmente no nordeste.

Segundo a Du Pont, nos meses de janeiro a junho, houve um registro considerável nas vendas dos refrigerantes Suva® e ISCEON®. Este crescimento deverá ser mantido até o final do ano, informou o gerente de negócios para a América Latina, Maurício Xavier. Os números positivos no nordeste têm duas justificativas:

“Em primeiro lugar, sem dúvida, vem o crescente avanço econômico do Nordeste nos últimos anos”, ressalta Xavier, “contribuiu ainda para o resultado a soma de esforços da cadeia produtiva para que usuários de fluidos refrigerantes adquiram produtos de procedência e qualidade conhecidas”, resume o executivo.

Segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBCBR) divulgado nos últimos dias, mesmo atravessando a pior seca dos últimos anos a economia nordestina cresceu mais do que a média nacional no primeiro semestre deste ano. O PIB da região foi elevado em 4,2%, ante a média de 2,9% da economia brasileira no mesmo período. Por estado, a Bahia obteve ganho de 6,1% no PIB, enquanto Ceará e Pernambuco registraram 3,4% e 1,8%, respectivamente.

Redução dos HCFCs
Os HCFCs terão sua circulação limitada nos próximos anos, por determinações do Protocolo de Montreal, documento que contempla medidas de proteção à camada de ozônio. No Brasil, um cronograma estabelecido pelo Governo Federal e fiscalizado pelo IBAMA estabelece reduções graduais das cotas de importação de HCFCs, o que inclui o produto HCFC-22, um dos fluidos refrigerantes mais utilizados no Brasil, e também no Nordeste. Neste ano, por exemplo, as cotas de importação dos HCFCs estão congeladas com base no volume médio importado entre os anos de 2009 e 2010. Já em 2015, essa cota será reduzida novamente, por diretiva do Ministério do Meio Ambiente.

“Iniciamos na região Nordeste uma série de esforços para auxiliar a cadeia de usuários de fluidos refrigerantes a substituir com êxito o R-22”, assinala Xavier.fluidos refrigerantes

Qualidade de fluidos e fabricantes
A circulação de fluidos refrigerantes de má qualidade tem preocupado mais a cada dia os fabricantes e usuários de sistemas de refrigeração e condicionamento de ar. “O que se assiste hoje no Brasil é uma verdadeira invasão de fluidos cuja origem é desconhecida”, alerta Amaral Gurgel, consultor, palestrante e profissional reconhecido na área.

Gurgel explica que a aplicação de produtos adulterados ocorre no momento da instalação ou da manutenção de equipamentos e sistemas de refrigeração e condicionamento de ar. “Seduzidos pela oferta de fluidos vendidos a preços inferiores, e a expectativa de lucro fácil, muitos de nossos colegas instaladores e mecânicos adquirem produtos sem procedência reconhecida”, diz o consultor.

Entre os fabricantes de equipamentos que relatam casos envolvendo fluidos sem garantia de origem, a Ingersoll Rand Trane e a Hitachi, posicionadas entre as líderes do mercado, revelam que vêm recebendo alertas de suas matrizes – nos Estados Unidos e no Japão, respectivamente – para intensificar medidas com vistas a resguardar a imagem de suas marcas e assegurar a qualidade de seus produtos.

Dicas para a compra segura de fluidos refrigerantes
• Certifique-se de que o produto é adequado à aplicação que se pretende fazer
• Confira no rótulo: nome ou marca, origem (nacional ou importado), características, composição, razão social, endereço, telefone e CNPJ do fabricante; também confira número do lote e peso líquido do produto;
• Verifique se há avarias e vazamentos nos cilindros e/ou danos no lacre e nas etiquetas;
• Desconfie de produtos vendidos a preços muito baixos. Esse pode ser um indício de que se trata de um produto de baixa qualidade ou adulterado;
• Fique atento também à carga de produto indicada na embalagem e o seu peso real. Muitas vezes o que está registrado no rótulo não corresponde à real quantidade de fluido refrigerante dentro do cilindro;
• Procure apenas fornecedores idôneos e de tradição no mercado.

Redação Portal WebArCondicionado. Com informações de Assessoria de Imprensa.

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