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Universidade Federal do RS cria projeto para eficiência energética

  • 30 de novembro de 2012
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Com o número de projetos sustentáveis aumentando a cada ano no Brasil, a proposta destas ações é diminuir o consumo desenfreado dos recursos naturais sem comprometer o desenvolvimento. Para isso, áreas como a construção civil, responsáveis por consumir boa parte desses bens, apostam em aumentar a eficiência energética, utilizando as tecnologias para apoiar a sustentabilidade e também diminuir os custos de energia. Assim, engenheiros e arquitetos trabalham para mostrar que, além dos projetos sustentáveis serem atrativamente econômicos, eles também preservam os recursos naturais.

Simulação apresenta propostas para aumentar eficiência energética da Escola de Engenharia da UFRGSCom esse objetivo, o departamento de Engenharia Mecânica Nova da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), desenvolveu, por meio de um software de simulações termo energéticas, uma simulação de como o prédio da Escola de Engenharia, localizado em Porto Alegre (RS), poderia diminuir o consumo de energia anual. Nele, estaria implantado um novo sistema de ar condicionado, o uso de películas nos vidros, lâmpadas LED entre outros, levando em conta o valor de investimento e possível tempo de retorno. Com a simulação, a ideia é de que o projeto venha a ser aprovado futuramente e comece de fato a funcionar.

Unidades externas poluem a fachada do prédioIdentificando o problema

Atualmente, o edifício não possui climatização em todas as salas, como deveria. O quinto andar trabalha há cerca de dois anos com sistema VRV, enquanto no segundo andar as salas possuem aparelhos splits convencionais ou de parede, que possuem máquinas externas que acabam poluindo a fachada do prédio.

Anualmente, o consumo energético da escola de engenharia é de 1.200.000 kW/h, sendo que os equipamentos internos, como computadores e aparelhos de laboratório, são responsáveis por 39% desse valor, seguindo pelas luzes internas (29%), refrigeração (24%), aquecimento (5%) e ventiladores (3%).

Sistema de climatização do tipo VRF

Na concepção, todos os pavimentos simulados incluiriam um sistema de VRF próprio que utiliza duas unidades condensadoras para o primeiro pavimento, uma para o quinto, e quatro para os demais pavimentos. A meta é atingir uma área total condicionada de 5740 m². A potência total do sistema de ar condicionado foi calculada em 350 TR, ou 1.229 kW. Mas para reduzir o consumo energético da escola, a simulação avaliou diversas modificações em relação ao prédio atual.

De acordo com o engenheiro Paulo Otto Beyer, um dos idealizadores do projeto, esse sistema está sendo pensado de modo que permita o uso individual do ar condicionado em cada sala. “Cada ambiente realizam diversos trabalhos. Assim, a ideia é que cada local consiga ligar o ar condicionado quando for necessário e selecionar a temperatura necessária”, afirma. Além disso, as condensadoras ficariam instaladas em uma área que diminuiria a poluição do edifício.Novo local de instalação da unidade externa

Iluminação adequada

Aliadas ao sistema de climatização estariam, por exemplo, as persianas das janelas, que ficariam sempre abertas durante o inverno. Esta solução é capaz de reduzir em 6,7% a potência necessária para os condicionadores de ar, 23 TR. Com isso, os gastos na compra do sistema de ar condicionado diminuiriam R$ 114 mil e que ainda gerariam anualmente uma economia de R$ 7.162 ao ano. Já durante o verão, o uso de película nas janelas diminuiria a incidência solar, levando a redução da potência necessária para refrigerar o ambiente.

Outra medida seria a instalação de lâmpadas LED. Elas possuem eficiência 80% maior que as fontes de luz incandescentes e 50% maior que as fluorescentes. Seriam necessárias 2.665 lâmpadas de 20W para todo o edifício, gerando R$ 120 mil por ano e redução de 26 TR na potência de ar condicionado.

Texto criado exclusivamente pelo setor de jornalismo do portal
WebArCondicionado. Com informações de Engenharia e Arquitetura.

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