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Um novo avanço na eficiência energética está em pauta nesta semana. O campus da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) em Biguaçu, Santa Catarina, está perto de um feito inédito: será a primeira universidade do Brasil a produzir sua própria energia elétrica. Segundo informações locais, a usina de energia solar está programada para começar a operar depois de amanhã, dia 22 de dezembro, com 596 painéis fotovoltaicos em uma área que ultrapassa mais de mil metros quadrados.

O coordenador de Engenharia da Univali, Nestor Alberto Soares, justifica que, além de gerar economia para o centro universitário – que não tem fins lucrativos-, o projeto também será objeto de estudo dos acadêmicos das engenharias da instituição. “Escolhemos a melhor tecnologia do mercado e devemos obter um campus com o que chamamos de Net Zero, ou seja, que é autossuficiente em energia elétrica, na média dos 12 meses”, avalia Soares.

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Dependendo da quantidade de sol ao longo do ano, mas ao mesmo tempo considerando que o Brasil é um dos melhores países do mundo para a produção de energia fotovoltaica, a universidade pretende repassar os excessos para o sistema da Celesc. O valor atingido deve contribuir para a redução dos gastos dos demais campus com a fatura da energia elétrica. “Essa energia está se popularizando. A Celesc também mantém um programa de incentivo para sistemas residenciais e acreditamos que cada vez mais essa energia estará presente na vida das pessoas”, complementa o coordenador.

Eficiência energética contará com participação do ar condicionado

O sistema instalado em Biguaçu tem uma potência de 157kw com capacidade estimada de geração anual de 196MWh. O projeto de eficiência energética deve abranger ainda os campi de Itajaí e Balneário Piçarras, envolvendo os sistemas de ar condicionado, iluminação e de geração local de energia. Nas unidades, no total, além da instalação de usinas fotovoltaicas, serão trocadas 8,4 mil lâmpadas fluorescentes por lâmpadas LED, sendo 436 em Balneário Piçarras, 1,4 mil em Biguaçu e 6,5 mil em Itajaí, proporcionando 57% de redução de consumo.

No Campus Biguaçu haverá ainda a troca de 81 aparelhos de ar condicionado Janela e Piso teto, que darão lugar a outras 133 unidades novas do modelo Split Inverter, ampliando o coeficiente de performance de 2,5 para 3,3.

A iniciativa teve um custo total de R$ 2,140 milhões e foi financiada, em parte, com recursos do PEE (Programa de Eficiência Energética) da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina).

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Redação do Portal WebArCondicionado. Com informações de Notícias do Dia.