Um grupo de pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, desenvolveu um modelo de filtro que liga e desliga conforme o nível de impurezas no ar. O SmartAir foi desenvolvido para captar partículas no ar, quando o nível destas excede o indicado pelos órgãos de saúde, a ventilação é ligada e o ar “sujo” é sugado em direção aos filtros. Segundo experimentações, o aparelho economiza até 58% a mais de energia do que os aparelhos comuns, mas a técnica não é consenso.

Filtrar é importante

Quem pensa que as pessoas só estão expostas aos poluentes na rua, perto de avenidas e locais com chaminés e canos de descarga, não sabe que o ar dos ambientes fechados também pode fazer muito mal à saúde. Pesquisas indicam que, em média, as pessoas ficam até 90% do tempo em espaços internos. Nesses locais, o acúmulo de gás carbônico, dióxido de carbono e outras impurezas podem causar as mais diversas complicações para a saúde, de rinite à dores de cabeça crônicas e náuseas.

A eficiência energética do SmartAir  

Segundo o líder da equipe criadora do SmartAir, Neal Patwari, a ideia seguiu os passos dos controladores de temperatura, que através de termostatos captam as variações de temperatura para controlar se o aparelho precisa ou não estar ligado. Para o professor coordenador do Laboratório de Ar-condicionado e Refrigeração da Universidade de Brasília, João Pimenta, isso é um problema. Principalmente com tecnologias como a dos 8 Polos já lançada no mercado, aparelhos que ligam e desligam o motor estão se tornando ultrapassados, pois já se comprovou que o pico de consumo de energia acontece quando o aparelho precisa fazer a força necessária para tirar o motor da inércia.

O ideal, segundo Pimenta é que se invista em equipamentos que regulem a potência conforme a necessidade de uso. Apesar de tanto, a equipe da Universidade Utah mediu o consumo do SmartAir em comparação com outros aparelhos mais comuns, mas que também funcionam ligando e desligando o motor totalmente, e analisou um resultado de até 58% menos gastos.

Existem outros problema no ar

Por outro lado, o novo equipamento só leva em conta a quantidade de partículas no ar, sendo que a maior parte dos poluentes são gases ou bactérias microscópicas. Patwari diz que nada impede que se adapte o aparelho para fazer a detecção desses outros agravantes da qualidade do ar de ambientes internos. O WebAr, que lida com a temática todos os dias, sabe que uma das melhores soluções para garantir um ar limpo é a manutenção dos seus aparelhos de ar condicionado, que já vêm filtros.

Redação do Portal WebArCondicionado.