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Sistema premiado controla umidificação de parques urbanos

  • 21 de setembro de 2015
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Já pensou em um sistema automático para umidificar parques? Pois dois estudantes do curso de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP colocaram a ideia em prática. Renata Camillo e Renato Nunes Moraes desenvolveram o Sistema Automático de Umidificação de Parques (SAUPA), que busca estabelecer um nível de umidade relativa do ar confortável, de maneira inteligente, no ambiente onde estiver instalado.

O sistema monitora o local, processa os dados, interpreta o ambiente e, a partir disso, toma uma decisão operacional. O projeto foi o vencedor da primeira edição do desafio “Telit Cup Brasil”, promovido pela empresa Telit Solutions Wireless em maio deste ano, e possibilitou aos estudantes a possibilidade de viajarem a Las Vegas entre os dias 6 e 10 de setembro. A viagem teve como objetivo propiciar uma grande experiência nas áreas de empreendedorismo, tecnologia e inovação.

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Mais sobre a ideia
A ideia do sistema surgiu como um projeto visando a participação na competição nacional após muita pesquisa com os professores da universidade. Uma das docentes, Luciana Bongiovanni Martins Schenk, apresentou aos alunos a demanda por um sistema inteligente de umidificação para espaços públicos que fosse eficiente para a população e não causasse desperdício de água.

Analisando essa demanda, os estudantes constataram que criar uma solução para o problema também atenderia os principais quesitos da competição: inovação e qualidade de vida. “Muitas pessoas deixam de frequentar os espaços públicos para fazer suas atividades físicas por causa da insalubridade do tempo seco”, comenta Renata.

Funcionamento
O SAUPA é constituído de sensores instalados em pontos estratégicos que captam a temperatura e a umidade do ar dentro da área de monitoramento e fazem com que o sistema aja automaticamente, diferente dos umidificadores para redução de sensação térmica que geram uma nuvem de água pulverizada para amenizar o calor do corpo do usuário quando acionados manualmente. Equipamentos como esses já são utilizados em alguns parques como o Ibirapuera, em São Paulo.

O sensoriamento ocorre por intermédio de uma lógica do sistema que atua de forma autônoma: ao identificar o baixo nível de umidade do ar, ela ativa ventiladores com vapor de água no ambiente até regularizá-lo, e a operação é repetida sempre que o nível abaixar. Todo o sistema funciona com uma rede sem fio, e o investimento total para a implantação gira em torno de R$ 50 mil para uma área aproximada à do Parque Dom Pedro II, localizado na capital paulista.

A solução também disponibiliza o acesso a um aplicativo para o sistema Android com informações sobre temperatura e umidade do ar no local, assim o usuário pode acompanhar quando o sistema está funcionando. Os alunos afirmaram que assim é possível integrar mais tecnologia, por se tratar de um projeto constituído em módulos, como um sensor de radiação solar para medir o nível de raios UVA e UVB.

Redação do Portal WebArCondicionado. Com informações de USP.

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