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Sistema de Resfriamento Geotérmica está sendo implantado em escola de SP

  • 12 de maio de 2014
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Climatização GeotérmicaNos últimos anos, cientistas de vários países vêm testando formas de reduzir o consumo de energia elétrica, usando fontes alternativas. No início deste ano publicamos um texto em nosso blog sobre Climatização Geotérmica, um sistema alternativo capaz de climatizar ambientes utilizando a energia do solo. Nesse mesmo post, questionamos se devido às condições climáticas do Brasil, ele poderia ser aplicado aqui também. Agora, descobrimos que pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da USP estão o implantando na construção de um prédio escolar, em uma região próxima ao Aeroporto de Viracopos, na cidade de Campinas. Na maioria das vezes, o sistema geotérmico está relacionado com o aquecimento, mas no caso usado na cidade paulista, o foco será o resfriamento.

Para isso, estão sendo usados tubos de cerca de 80 cmde diâmetro, enterrados a cerca de5 mde profundidade, pelos quais o ar quente da atmosfera circula e se resfria, antes de ser distribuído pelas dependências da escola.

Resfriamento Geotérmico
Conforme o professor Alberto Hernandez Neto, do Grupo de Pesquisa em Refrigeração, Ar Condicionado e Conforto Térmico (GREAC), do Departamento de Engenharia Mecânica (PME), que está comandando as pesquisas, a diferença entre o aquecimento e o resfriamento aplicado no sistema está na profundidade da captação. “A geotermia convencional exige perfurações mais profundas, que podem chegar a mais de 100m. Já o solo em profundidades menores (de 3 m a5 m) apresenta, no entanto, uma temperatura mais baixa ao longo do ano, variando de 18 ° C a 21° C, em média”, explica o professor.

Atuando com uma perfuração mais próxima da superfície, as temperaturas são mais frias, atendendo o objetivo de resfriar os ambientes internos.

Como funcionará
“Um grande ventilador capta e empurra o ar para dentro da tubulação. Ao circular pelos tubos, ele se resfria em algo entre 3 a 5 º C. Outros ventiladores, na saída, distribuem o ar mais fresco pelas salas e demais dependência da escola, residência ou outra construção qualquer”, diz Hernandez.

O professor ressalta que o sistema não pode ser comparado com um ar condicionado, pois não há o controle exato da temperatura. Além disso, ele garante que a vantagem maior está no custo benefício, pois o consumo de energia é quatro vezes menor que os sistemas comuns, apesar de sair um pouco mais caro para implantá-lo.

Redação do Portal WebArCondicionado.

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