O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil realizou seu segundo seminário sobre o uso de gases CFC, que são extremamente nocivos à camada de ozônio, em aparelhos de ar condicionado centrais. O evento aconteceu em Fortaleza na semana passada.

Lá reuniram-se especialistas e representantes do governo e da indústria para discutir sobre os desafios que o setor está enfrentando para tornar os sistemas de climatização menos prejudiciais ao meio ambiente. “Devido ao aumento populacional e da urbanização, os países em desenvolvimento apresentam um crescimento significativo do setor de ar-condicionado e refrigeração e, por isso, precisamos trabalhar juntamente com esses países”, destaca o pesquisador do Instituto Mauá de Tecnologia, Roberto Peixoto.

Protocolo de Montreal no combate aos HCFCs
O especialista citou o Protocolo de Montreal, que visa eliminar a produção e o consumo dos HCFCs em todo o planeta até 2040, como uma das estratégias importantes. No Brasil, o PNUD é a agência líder do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH) – a resposta do governo às exigências do Protocolo. Além do Programa, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e a agência de cooperação alemã (GIZ) também atuam em conjunto às autoridades e ao setor privado para a realização dos objetivos nacionais.

“Estamos cumprindo muito bem nossas metas da primeira etapa do PBH. O Brasil tinha como meta eliminar 16,6% do consumo dos HCFCs em 2015 e alcançou essa meta. Eliminamos 23% do consumo”, ressalta a gerente de proteção da camada de ozônio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Magna Luduvice. “Agora, na segunda etapa, até 2020, teríamos que reduzir 35%. O Brasil fez um acordo que, até 2021, temos que eliminar 45%. Então, de novo, foi uma meta mais ambiciosa”, conclui Magna.

Assista abaixo a entrevista:

Aumento do foco
Além disso, o seminário, realizado em parceria com o MMA, apresentou os resultados de projetos para os sistemas de refrigeração de dois edifícios privados na cidade de São Paulo. “Quando este projeto foi concebido, tínhamos como objetivo apoiar o retrofit 
em edifícios, para eliminar o uso de CFC em chillers. Hoje, percebemos a necessidade de aumentar o foco para toda a instalação de ar-condicionado, para buscar a eficiência energética e o conforto do usuário”, disse a oficial do PNUD e gerente do Protocolo de Montreal no Brasil, Marina Ribeiro.

Outras substâncias estão sendo produzidas a fim da substituição dos CFCs em sistemas de refrigeração, como hidrocarbonetos e amônia. No entanto, isso ainda apresenta alguns riscos aos consumidores, pois eles são altamente inflamáveis e exigem maiores cuidados de manutenção e segurança.

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Redação do Portal WebArCondicionado. Com informações de ONUBR.