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Qual o melhor modelo de ar condicionado para hotéis?

  • 16 de julho de 2014
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Climatização no Hotel Atlântico RioAssim como em residências, o ar condicionado é muito importante também em hotéis.  Afinal, além da decoração, comodidade e localização, a reputação de um hotel depende do conforto proporcionado aos hóspedes durante a estadia, e isso inclui um ambiente adequadamente climatizado. Por isso, o sistema de ar precisa ser bem pensado para fazer a diferença.

Cuidados necessários
Para definir a melhor solução é importante que o responsável pelo projeto esteja ciente das necessidades do local a fim de que possa escolher o melhor sistema. Caso esse não tenha conhecimento das diversas tecnologias, é necessário consultar profissionais especializados em climatização.

Além de refrescar a temperatura, o uso do ar condicionado correto para cada área pode valorizar ainda mais o ambiente. Existem inúmeros modelos possíveis de serem utilizados em hotéis como os janeleiros, mini-splits, splits hi-wall e multi-splits.

Alguns cuidados, como o tamanho do estabelecimento, a capacidade, número de quartos e suas dimensões, interferem diretamente na escolha dos aparelhos a serem instalados. Além disso, existe o sistema VRV, que é muito usado na Ásia, alguns países europeus e também no Brasil.

VRF vem conquistando espaço
Ele possibilita que suas unidades sejam montadas e configuradas de acordo com cada sistema, podendo ser separado por andares e regiões, além de ser interligado com várias unidades internas de diferentes modelos e capacidades, desde que estejam com limitações definidas de acordo com os sistemas VRF.

O sistema pode operar de forma que consuma apenas a energia necessária para servir a demanda solicitada. Por isso, nos períodos em que o hotel tiver menos hóspedes, o gasto com energia pode ser diminuído.

A maioria dos fabricantes de sistemas VRF possui disponível em suas unidades internas uma entrada digital, podendo ser configurada conforme o cartão do quarto. Assim, quando o ocupante entrar no ambiente o sistema é liberado permitindo ser acionado pelo usuário. Ao sair do quarto e retirar o cartão o sistema desligará a unidade interna, como um controle remoto. As configurações feitas, como o nível de temperatura, ficarão salvas, pois quando o hóspede  retornar ao quarto e ligar o aparelho, esse religará com os parâmetros anteriores.

Saiba mais sobre VRV (VRF) aplicados em hotéis
Climatização no Gurupi PalaceDevido a essa grande variedade de escolhas, entrevistamos Oswaldo de Siqueira Bueno, profissional do setor de climatização, para saber qual o melhor modelo de refrigeração para hotéis. Segundo ele, uma das tecnologias mais eficientes para locais que necessitam da instalação de vários aparelhos, é o VRF. “Sempre que for necessário atender múltiplos ambientes de pequena capacidade, como quarto de hotel, o VRF leva vantagem por permitir o uso de unidades internas de pequena capacidade, um quarto de 25 m² normalmente necessita de 3,516 kW ou 12.000 BTU/h de capacidade de refrigeração, interligados a uma central de condensação atendendo um ou mais andares, permitindo assim o uso somente do sistema de ar condicionado nos ambientes utilizados”.

Em cômodos maiores, ele acredita na utilização de outros modelos. “Para atender ambientes de maiores dimensões como o Hall de entrada ou Lobby do hotel, restaurantes, que venha a exigir capacidades unitárias de 17,6 kW ou 60.000 BTU/h, equipamentos de compactos de expansão direta serão mais baratos e de manutenção mais simples”.

O uso desse sistema requer alguns cuidados, visto que, de acordo com Bueno o problema do VRF com múltiplos evaporadores e uma central de condensação é a complexidade do sistema de controle e dos componentes instalados. É semelhante aos automóveis de hoje em dia, onde a eletrônica aplicada é tão intensa, que se houver um problema é necessário um especialista, computador, software, para identificar o problema e providenciar o reparo. Sendo assim, o uso do VRF com múltiplas unidades internas e uma central de condensação será adequado desde que:

  • Tenha um sistema dedicado de tratamento do ar externo;
  • Evaporadoras (unidades internas) do tipo console piso e teto, cassette e embutida com filtros de ar que obedeçam a resolução da ANVISA RE-09 de 2003 e a ABNT NBR 16.401 parte 3 de 2008.

É necessário identificar, cada um dos ambientes de um hotel, assim, é possível considerar se a melhor opção é o sistema de fluxo de refrigerante variável composto por múltiplos evaporadores (unidades internas) atendendo múltiplos ambientes, interligados a uma central de condensação (unidade externa).

Dicas para uma boa climatização
Oswaldo de Siqueira Bueno. Créditos: NTEPara finalizar, Bueno dá dicas para se ter uma boa climatização independente do produto escolhido. “Considero que o mais importante de qualquer instalação é assegurar a qualidade do ar através do tratamento dele: filtragem, renovação, resfriamento e desumidificação. Considero obrigatório um sistema dedicado de tratamento do ar externo, que será insuflado no ambiente interno. As unidades evaporadoras (internas) do tipo high-wall (de parede) não possuem filtros, mas sim uma tela, que não pode ser caracterizada como filtro, exigindo a instalação de uma unidade auxiliar de filtragem, para assegurar a qualidade interna do ar. As demais evaporadoras como console piso-teto, cassete e de embutir deverão ser adquirida com filtros conforme exigido pela ABNT NBR 16.401 2008 parte 3 – Qualidade do ar interno. Considero também que o sistema de água gelada, que atenda a resolução ANVISA RE-09 de 2003 e a ABNT NBR 16.401 parte 3 de 2008, também uma opção a ser considerada”.

Redação do Portal WebArCondicionado.

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