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Protocolo de Montreal no Brasil: País recebe representantes de fundo global

  • 17 de maio de 2017
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Com o propósito de analisar os resultados do Projeto demonstrativo para o gerenciamento de chillers, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Fundo Multilateral para Implementação do Protocolo de Montreal enviou ao Brasil a oficial de monitoramento Angelica Domato e a consultora especialista no setor de chiller, Marta Comte. As avaliadoras visitaram as cidades de Cuiabá e São Paulo, locais onde os estudos de caso do projeto foram realizados.

“Como este é um projeto demonstrativo, é muito importante sabermos quais foram os desafios e os principais resultados da implementação dele”, justifica Angelica. O projeto foi desenhado em 2005, mas iniciou suas atividades somente em 2012. “Por começar a ser implementado sete anos depois, o projeto já não abordava a realidade do país, então ele precisou ser redesenhado e incluir, por exemplo, os HCFCs, pois inicialmente estava prevista apenas a abordagem dos chillers com CFCs”, explica a gerente de proteção da camada de ozônio do MMA, Magna Luduvice.

Além disso, o retrocomissionamento foi adicionado como resultado do projeto, sendo o “processo de qualificação do edifício, focado em garantir o conforto do usuário, e que traz, por consequência, a eficiência energética e diminuição de custos para o edifício”, conforme descreve o especialista em chillers Tomaz Cleto.

Estudos de caso do Protocolo de Montreal no Brasil

Segundo o especialista em chiller Maurício Rodrigues, o projeto realizou quatro estudos de retrocomissionamento, sendo dois deles em edifícios públicos, em Cuiabá e Fortaleza, e dois em edifícios privados, em São Paulo. “Essa foi a primeira vez que a eficiência energética foi amplamente discutida em um projeto do Protocolo de Montreal”, observa o coordenador regional dos projetos pelo escritório do PNUD para a América Latina e o Caribe, Kasper Koefoef.

Para capacitar o setor tanto em relação a retrocomissionamento quanto à substituição de CFC e HCFC em chillers, o projeto organizou três seminários internacionais, no Rio de Janeiro, em Fortaleza e São Paulo. Além disso, foram realizados mais dois cursos técnicos em Brasília e São Paulo, contabilizando cerca de 500 especialistas capacitados com as atividades.

O projeto deixa como legado uma série de materiais técnicos sobre sistemas de água gelada. “Toda a informação produzida pelo projeto pode ser acessada na página do Protocolo de Montreal no Brasil e do Ministério do Meio Ambiente, inclusive as palestras dos referidos cursos e seminários”, ressalta a gerente de projeto interina do PNUD, Ana Paula Leal. “Quando somamos tudo o que foi implementado, percebemos que foi um projeto com um impacto significativo para o país”, completa Koefoef.

Redação do Portal WebArCondicionado

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