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Projeto de economia de energia do ar-condicionado é finalista em competição do MIT

  • 10 de agosto de 2016
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Um grupo de estudantes da Argentina apresentou um projeto para modificar o consumo do ar-condicionado, projetando uma redução de 14% em energia se a iniciativa fosse adotada em nível global. A ideia chamou tanto a atenção que bons resultados já podem ser vistos, pois o grupo está na fase final de uma competição internacional organizada pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), focada em aproveitar a inteligência de milhares de pessoas ao redor do mundo para enfrentar as mudanças climáticas.

A proposta da equipe composta por alunos do Instituto Tecnológico de Buenos Aires (ITBA) foi uma das 60 selecionadas entre um total de 500 participantes do “MIT Climate Colab”, como é chamado o concurso em inglês. A equipe é coordenada pelo engenheiro e professor Eduardo Fracassi, que defende o projeto pela economia de energia e a consequente redução de toneladas de CO2 na atmosfera, um dos gases que colabora com o efeito estufa.

O começo
A idealização do projeto começou quando dois professores do ITBA foram a uma reunião com três alunas que deram início à ideia a partir de um brainstorming, instigado para resolver os efeitos das mudanças climáticas.

Uma das estudantes, Aylin Vazquez Chenlo, aluna de bioengenharia, afirmou que seus pais colocam o ar-condicionado em uma temperatura muito baixa durante as noites de verão para conter o calor, mas também acabam usando cobertores depois para diminuir a sensação de frio. Aylin notou que algo estava errado e do comentário surgiu a proposta.

“Muitos usuários não sabem que o consumo de energia sobe consideravelmente apenas alterando a temperatura por alguns graus”, disse a aluna e participante do projeto. Junto aos colegas, a estudante propõe que, quando os aparelhos de ar condicionado são usados no modo de refrigeração com uma temperatura mínima de 23 a 25ºC, em vez de temperaturas menores, o consumo energético diminui significativamente.

Com essa economia, cerca de 29,5 milhões de dólares seriam salvos anualmente, o equivalente ao PIB de países como Paraguai, Letônia, Camarões, Trinidad e Tobago ou Bolívia. Além disso, as emissões de gases de efeito estufa que seriam salvas seria equivalente às emissões de países como Vietnã, Emirados Árabes, Argentina ou Venezuela.

A equipe que está levando o projeto adiante é chamada de “Kiri”, sugestão também vinda de Aylin, em referência à árvore chinesa que leva o mesmo nome e cresce em solos inférteis, absorvendo dez vezes mais dióxido de carbono do que outras plantas. Além da aluna e do professor, o time é formado por Melina Piacentino, Mariano Redel, Marco Esposito e Lucia Montoya, também estudantes.

Mas como ficaria para o ar-condicionado já em uso?
Apesar de a ideia ser direcionada à fabricação de novos aparelhos, o grupo pensou também em uma alternativa para configurar uma temperatura mínima ao ar-condicionado que já sendo utilizado. “Propomos o uso de um driver intermediário inteligente. Esse dispositivo permitirá que o ar-condicionado gaste menos ao evitar uma temperatura muito baixa e também proporcione mais conforto. Ele é conectado ao smartphone ou computador”, explica Fracassi, o professor.

A equipe Kiri pensou em um aplicativo que também ajuda os usuários a contar a quantidade de energia salva.

Já pensou na economia que seria para o seu bolso?

Redação do Portal WebArCondicionado

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