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Pesquisadores de Santa Catarina desenvolvem sistema movido a energia solar

  • 20 de abril de 2015
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Pesquisadores de Santa Catarina desenvolvem sistema movido a energia solarPesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina e do Instituto Federal de Santa Catarina desenvolveram um sistema de refrigeração e climatização movido à energia solar. Para o desenvolvimento do projeto, eles utilizaram recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Ao longo de dois anos, os estudiosos das engenharias Mecânica e de Energia, Carlos Javier Noriega Sanchez, Daniel João Generoso, Edson Bazzo, Fernando Henrique Milanese, Gelon de Freitas Leite, Maurício Darabas Ronçani, Rogério Gomes de Oliveira, Sergio Colle e Suzy Pascoali, desenvolveram o sistema que é uma alternativa ao uso da eletricidade.

Como funciona
O sistema funciona com a produção de água fria (chiller). “É mais econômico e eficiente concentrar a produção de frio em um único local e distribuí-la para esses ambientes; nesse caso, é preferível produzir água gelada em um único local e utilizá-la para resfriar o ar em cada um dos ambientes a ser climatizado”, sugeriu o coordenador da pesquisa no campus da UFSC de Araranguá, Rogério Oliveira.

O refrigerador funciona por sorção, ou seja, um sólido, que pode ser carvão ativado, sílica-gel, zeolitas ou sais metálicos é aquecido e após é resfriado. Durante o aquecimento, o sólido libera o refrigerante para o condensador e ele é resfriado à temperatura ambiente. Em seguida ele coleta o refrigerante do evaporador, produzindo o efeito frigorífico.

Sua principal fonte de energia é o calor da água, que chega a 70ºC, por isso, esse tipo de sistema não afeta a camada de ozônio. Ele pode substituir os refrigeradores por compressão mecânica, pois o vapor do refrigerante é comprimido termicamente. “Se esta água for aquecida por energia solar ou pelo calor desperdiçado de chaminés e radiadores de motor, o custo de operação do refrigerador por sorção será muito baixo, e ele ajudará a economia de energia, pois estará utilizando, para produzir efeito frigorífico, uma energia que seria jogada fora”, explicou Oliveira.

A parceria entre as duas instituições iniciou em 2012 com um projeto selecionado pelo edital Vale Engenharia do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. E o estudo resultou na montagem do protótipo do minichiller, utilizado para fins didáticos. Além dos pesquisadores das universidades, o projeto envolveu também professores e estudantes do ensino médio do instituto e da graduação da UFSC.

Redação do Portal WebArCondicionado.

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