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Museu do Amanhã tem padrões LEED e climatização eficiente

  • 09 de março de 2016
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Visto de fora, o Museu do Amanhã, inaugurado em dezembro do ano passado no Rio de Janeiro, surpreende pelo arrojado projeto arquitetônico inspirado na flora brasileira pelo espanhol Santiago Calatrava. Mas além disso, nos bastidores, é importante lembrar que tecnologias de última geração garantem que o prédio funcione respeitando o meio ambiente e seguindo os padrões LEED.

Entre os equipamentos que dão suporte ao projeto de sustentabilidade do Museu estão chillers de alta eficiência que funcionam para gerar conforto térmico aos visitantes.

Água do mar
Segundo Mauricio de Barros, diretor da Consultar Engenharia, empresa responsável pelo projeto de ar-condicionado e ventilação mecânica do prédio, um dos maiores desafios do Museu do Amanhã foi a utilização da água do mar da Baía de Guanabara no sistema de climatização. Para isso, uma empresa especializada desenvolveu um projeto de tratamento da água para ser utilizada no sistema de ar condicionado do Museu.

Um dos indicadores de sucesso do projeto foram as variações de temperatura da água do mar no Rio de Janeiro, que confirmaram que havia grande potencial de operação com elevada eficiência energética por meio do uso para rejeição do calor dos condensadores dos chillers. Entretanto, o engenheiro explica que essas variações da temperatura da água não acompanham as variações da temperatura externa, pois ela não depende do clima local, e sim das correntes marinhas. Em meio a esse desafio, a empresa acabou recorrendo aos chillers.

Eficiência energética
“Era necessário ter um chiller que apresentasse comportamento robusto em todas as combinações de carga térmica e temperatura no condensador e que, principalmente, pudesse aproveitar os períodos de baixa temperatura no condensador para operação com a máxima eficiência energética”, explica Barros.

Os equipamentos com compressor parafuso 23XRV e 30XW, da Midea Carrier, foram os escolhidos, pois atendiam esses requisitos. O 23XRV foi usado como a base de geração de água gelada do sistema devido a sua maior eficiência, e o 30XW para complementação da carga térmica e pela redundância necessária para garantira segurança operacional.

Ainda de acordo com o engenheiro, a configuração adotada no projeto do Museu do Amanhã proporciona condições únicas de operação, pois mesmo em dias de elevadas temperaturas externas típicas da cidade do Rio de Janeiro, é possível proporcionar condições de operação do sistema de ar condicionado com níveis de eficiência energética só alcançados em climas mais frios.

Redação do Portal WebArCondicionado

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