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Mudanças climáticas podem afetar resultados olímpicos

  • 12 de agosto de 2016
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Desde a o início do mês, a atenção do mundo todo está voltada para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, esperando os atletas conquistar a medalha olímpica e melhorar suas marcas. No entanto, muitos recordes podem ser mais difíceis de serem batidos por causa das temperaturas. É o que mostra o estudo Mais Longe do Pódio – Como as Mudanças Climáticas Afetarão o Esporte no Brasil, divulgado pelo Observatório do Clima.

De acordo com o diretor de Comunicação da instituição, Claudio Angelo, as temperaturas no Rio ainda estão acima do ideal para alguns esportes, como a maratona, por exemplo, mesmo em meio ao inverno. Nos eventos-teste, feitos no ano passado no Rio, já foi possível observar como a temperatura, em torno de 35ºC, influenciou no desempenho dos atletas. Na marcha atlética, dos 18 competidores, 11 tiveram problemas e um chegou a inclusive desmaiar, segundo o estudo.

“O organismo humano tem uma faixa de temperatura muito estreita na qual ele funciona no seu ideal. Se você força muito acima dessa faixa ideal, você tem perda de desempenho e pode incorrer também em riscos variados à saúde”, disse o diretor.

Cena repetida?
Claudio Angelo lembra que durante a Olimpíada de Atlanta, em 1996, os jogos foram disputados em um período muito quente, impedindo que uma série de recordes pudesse ser batida devido à temperatura elevada. “Médicos e preparadores físicos com quem a gente conversou enxergam mais ou menos esse cenário se repetindo no Rio de Janeiro”, explica.

Além de defender o corte de emissões de gases para conter as altas temperaturas, Angelo alega também que é preciso pensar também na adoção de novas tecnologias (como na questão dos tecidos dos uniformes), mudança de horário e de época de competições e adoção de padrões de treinamento diferentes.

Brasil em risco
Para o diretor, os atletas no Brasil podem sofrer mais com os efeitos provocados pelo clima, por estarem em um país tropical. De acordo com o mesmo estudo, 12 capitais têm chances de apresentar restrições à prática de esportes em determinados períodos do ano, no final do século, principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste.

O mais grave ainda pode acontecer com Manaus, por exemplo, onde a pesquisa prevê temperaturas extremas. “Caso o planeta siga nessa linha de elevação extrema de temperatura, não vai ter nenhuma época do ano que seja seguro praticar esportes em Manaus. Praticamente, as pessoas em Manaus vão ter que viver dentro do ar-condicionado”, disse.

Redação do Portal WebArCondicionado

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