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Menos ar-condicionado: Patrões querem limitar o uso aos empregados em Hong Kong

  • 14 de agosto de 2017
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Você já imaginou estar em um ambiente com ar-condicionado, passando calor, e não poder ligá-lo? Pode parecer tortura, mas é isso mesmo que está sendo imposto aos empregados domésticos de Hong Kong, gerando uma grande polêmica sobre o uso do aparelho.

Para se ter uma noção sobre o que está acontecendo, um político que lidera um grupo de patrões da região justificou que os trabalhadores deveriam “habituar-se ao clima quente”. Na verdade, o assunto foi levantado e ganhou forças mesmo depois da publicação de uma mulher ter atingido uma grande repercussão no Facebook.

Na postagem, Wong, como foi identificada, mostrou-se indignada devido ao fato de sua empregada ter ligado o ar-condicionado do quarto onde dormia durante a noite. A funcionária teria feito isso sem solicitar sua patroa. Com isso, Wong afirmou que iria remover o interruptor do ar-condicionado do quarto da trabalhadora de imediato.

Apesar de a mulher ter sido amplamente criticada por algumas pessoas, houve também quem concordasse com o seu posicionamento e a apoiasse. Essa atitude inclusive já foi tomada pelo Governo de Honduras em 2014, quando decretou um limite de tempo para o uso de ar condicionado.

Novas regras do uso de ar-condicionado podem ser definidas pelos patrões

O político mencionado anteriormente, Michael Lee, deu voz à polêmica em uma entrevista, ao argumentar que os domésticos devem se acostumar com as temperaturas elevadas pelo fato de que muitos deles vêm de países muito quentes, como as Filipinas e a Indonésia.

No mesmo pronunciamento, ele pediu aos patrões que estabelecessem regras aos seus funcionários, limitando o uso do ar-condicionado apenas às tarefas domésticas.“Eu recomendo que todos os empregadores de Hong Kong definam o que os trabalhadores podem e não podem fazer”, acrescentou.

Condições Climáticas de Hong Kong

As declarações surgem no contexto de que Hong Kong tem registrado temperaturas elevadas, com dias acima dos 30 graus nesta época do ano. Embora pessoas como Lee pensem dessa maneira, os ativistas dos direitos humanos também se posicionaram, defendendo que limitar o ar-condicionado aos empregados domésticos é uma atitude injusta.

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“Restringir o uso do aparelho é desumano e poderá causar a deterioração da saúde (dos trabalhadores)”, disse Eni Lestari, antiga empregada doméstica e porta-voz do Organismo de Coordenação dos Migrantes da Ásia.

Vale lembrar que Hong Kong tem cerca de 340 mil de domésticos, e os trabalhadores são obrigados, por lei, a viver com os patrões. Complicado, não é mesmo?

Redação do Portal WebArCondicionado

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