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Membrana que envolve e climatiza edifícios é a nova aposta de pesquisadores dos EUA

  • 24 de setembro de 2014
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MembranaDurante a maior parte da história humana, os edifícios eram essencialmente sistemas de energia zero. Paredes grossas mantinham o interior frio e janelas simples permitiam a entrada de ar fresco e luz do dia. Depois disso surgiram os complexos e eficientes sistemas de energia de ar condicionado, ventilação, aquecimento e iluminação artificial.

Atualmente os edifícios utilizam 40% de toda a energia consumida nos Estados Unidos e o resto do mundo está começando a seguir padrões semelhantes. Mas será possível que um novo material de alta tecnologia ajude os edifícios a voltarem a zero consumo de energia, ainda assim mantendo os confortos modernos?

Novo projeto
Pesquisadores da Universidade da Califórnia projetaram uma nova membrana para envolver os edifícios. Ela é composta por válvulas de microescala e lentes que abrem e fecham conforme a luz, calor e umidade. Conforme os pesquisadores, “a fachada funciona sem poder algum, nem mesmo painéis solares, e mantém a temperatura agradável no interior do ambiente”.

“Tudo começou com o objetivo de ser como uma pele que pode respirar, similar à nossa pele, e que pode abrir e fechar os poros para regular a temperatura, umidade e condições de luz”, diz a arquiteta Maria Paz-Gutierrez, cuja equipe de pesquisa está colaborando com o novo material, chamado SABER, em parceria com o bioengenheiro Luke Lee.

Os pesquisadores estão trabalhando para tornar o material como uma solução de baixo custo para países em desenvolvimento, onde o gasto de energia tem disparado rapidamente. Embora o consumo energético per capita seja ainda maior em países como os Estados Unidos e Canadá, a quantidade total de energia usada nos países em desenvolvimento já é duas vezes maior, e a perspectiva é de que em 2050 provavelmente será pelo menos cinco vezes maior do que em países desenvolvidos.

“Nos concentramos mais em tecnologias que são aplicáveis para as nações em desenvolvimento, porque é onde o grande impulso da inovação na construção civil ocorre. Estamos olhando para regiões tropicais, já que é onde tem a maior população que requer estratégias que são de baixo custo”, declara Gutierrez.

Autorregulação
Os pesquisadores testaram com sucesso um protótipo incorporado em um material de construção comum e estão trabalhando para tornar a tecnologia o mais barato possível para que possa amplamente adotada. Além disso, eles também estão trabalhando para gerar um conjunto de outros materiais de autorregulação para edifícios.

“Em alguns aspectos, o objetivo disso, além de criar um material específico, é também criar consciência das oportunidades críticas que existem para desenvolver sistemas de autorregulação “, diz Gutierrez. “Essa é a diferença fundamental, por exemplo, da energia fotovoltaica (energia elétrica obtida a partir de luz solar), que segue o caminho do sol ou outros tipos de sistemas que dependem de ativação mecanizada. A ideia aqui é desenvolver materiais que possam se autorregular”, finaliza.

Redação do Portal WebArCondicionado.

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