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Hilton Santos: Carga térmica – o vilão da medição

  • 12 de maio de 2016
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*Por Hilton Santos

Tão importante quanto o modelo e o tipo de ar-condicionado que você deve comprar, a carga térmica é determinante para a capacidade de climatização do seu equipamento e do seu conforto, porém, ela é constantemente ignorada. Uma carga térmica mal calculada vai incidir diretamente no seu bolso, podendo ser responsável por um consumo maior de energia e até de um retrabalho.  É comum ouvirmos alguém dizer: “Meu quarto é mais ou menos daquela parede para cá” ou ainda “imagine esse ambiente um pouco menor! É o tamanho da minha sala”, também já ouvimos “Lá na casa da minha sogra é o aparelho de x BTUs e fica bom”.

Carga térmica é a soma de todas as fontes de calor presentes num determinado ambiente e muitas coisas devem ser levadas em consideração como janelas de vidro, pé direito (altura do teto), se o ambiente está entre andares, tipo de coberta, área do ambiente em m², quantidade de pessoas, temperatura externa, insolação, aparelhos que emitam calor, dentre outros. Portanto, o tamanho puro e simplesmente de um ambiente não é determinante para se conseguir uma boa climatização.  “O projeto do sistema de ar condicionado requer a determinação do ganho de calor sensível e latente do ambiente e o ganho de calor total, sensível mais latente e do ar exterior usado para ventilação (renovação de ar)”.

Alguns ambientes merecem uma atenção especial como salas e salões de beleza, por haver muitas fugas de ar e muita fonte de calor respectivamente. Vários sites de fabricantes de ar-condicionado e de prestação de serviços mostram formas de cálculos de carga térmica, o que é bastante interessante e pode ser de uma ajuda indispensável, mas em caso de dúvidas o ideal é consultar um técnico ou empresa especializada, pois um dos casos que às vezes pode interferir nesse resultado é a distância entre evaporador e condensador, como já tivemos que presenciar.  Em determinado shopping tivemos que instalar um split em um box de vendas de passagem onde media 9m². Um aparelho de 7.000 BTUs atenderia com certa folga, mas devido a estrutura e arquitetura do prédio, a distância entre as unidades ultrapassava os 20m linear, o que ficou inviável e mesmo com esse tamanho o ambiente teve de receber um aparelho maior. Casos como esse são raros, mas acontecem.

A desinformação quanto ao uso de uma carga térmica adequada gera algumas situações engraçadas. Já fomos contatados por um cliente italiano que queria por um Split em um espécie de dispensa para ele armazenar verduras. Em outro caso, o cliente queria transformar um espaço minúsculo em adega com um Split. Nos dois casos tivemos que orientá-los a recorrer a refrigeração, que não é exatamente climatização.

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