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Material ajuda no resfriamento de construções sem gastar energia

  • 15 de fevereiro de 2012
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Com a utilização de um material inovador, edifícios poderão diminuir a temperatura interna, reduzindo os gastos com energia elétrica. Esse material pode ser até 20 vezes mais potente, em termos de economia, que o material usado atualmente na maioria das construções.
Esse tipo de gel, chamado de PCM (“Phase Change Material” ou Material de Mudança de Fase, em português), pode ser colocado em finas camadas no interior das paredes e no teto. Quando aquecido, muda do estado sólido para o líquido, ajudando a diminuir a temperatura do edifício.
Para se ter uma ideia, o PCM usado no prédio da Universidade de Washington, em Seattle nos Estados Unidos, deve reduzir o consumo de energia gasto com o resfriamento do ambiente em 98%, quando a construção estiver pronta.

Universidade de Washington

Como funciona

Durante o dia esse material absorve calor, fazendo com que o gel derreta e amenize a temperatura no interior dos prédios. Durante a noite, o gel volta ao estado sólido e libera o calor absorvido e acumulado ao longo do dia. A longo prazo, esse sistema pode gerar uma economia de energia considerável, visto que diminui a demanda por equipamentos de climatização artificial, a exemplo dos aparelhos de ar condicionado.

Tipos diferentes de materiais PCM

Energain

O mais eficiente para ambientes que precisam de baixas temperaturas, o Energain derrete ao chegar a apenas 20°. Seu único problema é que, por ser feito de parafina, este é um gel extremamente inflamável.

Micronal

Entre os três da lista, este é o mais “verde” dos materiais. Seu sistema, formado de várias cápsulas de cera que são adicionadas ao material de construção, são livres de problemas de vazamento e aguentam temperaturas entre 21 e 26° antes de derreter. Assim como o Energain, este material é inflamável.

BioPCM

Feito de um óleo vegetal baseado na soja, o BioPCM é pouco inflamável, atingindo temperaturas entre 23 e 29°C antes de derreter. Dos três da lista, ele é o que pode vazar com mais facilidade no caso de um furo ocasional, motivo pelo qual é instalado na forma de pequenas bolsas de até 10 ml. Este foi o PCM utilizado pela Universidade de Washington em seu novo prédio.

Tendência

Segundo pesquisas feitas pela Lux Research, este material deve se tornar um dos materiais básicos das construções até 2020.

Fonte: TecMundo

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