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Estudo revela novas tendências sobre a demanda de ar-condicionado e emissões de gases

  • 21 de maio de 2015
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Um novo estudo sobre os impactos do aquecimento global, o aumento da riqueza relativa ao uso de ar-condicionado e o consequente crescimento das emissões de gases foi apresentado nos Estados Unidos recentemente. Lucas Davis, economista americano, é o principal autor da pesquisa.

Usando o México como exemplo, Davis e o co-autor Paul Gertler descobriram que as emissões de dióxido de carbono do país podem subir de 3 para 30 milhões de toneladas até 2100, dependendo do quão intensa for a tendência do aquecimento.

O país, que tem um clima muito variado e cerca de 13% das famílias com o aparelho, tende a ter 40 dias a mais por ano com temperaturas médias acima de 90 graus Fahrenheit (32 graus Celsius). Rendimentos crescentes como esses podem acentuar ainda mais a situação, oferecendo o risco de um aumento de 15% no consumo de energia elétrica como resultado.

E o economista vai ainda mais longe em seu estudo: em 20 anos o número de casas com ar-condicionado pode ir de 13% para 70 ou até mesmo 80%.

Demanda crescente em diferentes situações
Esse padrão é suscetível de ser repetido em outros países mais populosos e industrializados. A pesquisa revela ainda que a Índia, devido à sua grande população e clima mais quente, tem uma demanda potencial que equivale 12 vezes ao tamanho da dos Estados Unidos, além também de a China ter quase duplicado a demanda nos últimos cinco anos.

“Eu acho que os resultados se aplicam imediatamente a países como China e Brasil, que são de renda média”, disse Davis. “E não muito tempo depois disso, eu acho que veremos que se aplicam a países de baixa renda, como a Índia, Paquistão e Bangladesh, que são agora consideravelmente mais pobres”, completou.

Fontes de energia
Se a Índia, Indonésia e Brasil tem utilizado tanta energia para o ar-condicionado por pessoa como os Estados Unidos, esses países terão de dedicar cada watt de energia que eles produzem para alimentar os aparelhos de ar condicionado. Segundo os autores, isso não é algo que é provável de acontecer, e certamente não vai ocorrer através da energia renovável atual. “Mesmo em 2030, não teremos energia renovável suficiente para consumir ar-condicionado”, garante Davis. Para os pesquisadores, isso provavelmente será preenchido com usinas movidas a combustíveis fósseis, de onde a grande maioria da energia consumida no mundo é gerada.

Perspectivas
O estudo ainda defende que a taxa de crescimento da demanda de energia vai diminuir conforme os países se desenvolvem, sugerindo que os países possam conter o aquecimento global colocando um imposto sobre as emissões de carbono e eliminar os subsídios referentes aos combustíveis que mascaram o verdadeiro preço da energia.

Por fim, é também abordado que o mundo em desenvolvimento pode levar à construção de edifícios que contam com mais métodos de refrigeração naturais, tais como uma melhor ventilação e resfriamento evaporativo. Resta-nos acompanhar aqui as últimas notícias sobre climatização e conferir se os dados do estudo tendem a se cumprir.

Redação do Portal WebArCondicionado.

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