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Estudo afirma que a técnica “Muro Vivo” pode reduzir a temperatura em até 6 ºC

  • 29 de setembro de 2014
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Estudo afirma que a técnica “Muro Vivo” pode reduzir a temperatura em até 6 ºCUma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e conduzida pelo arquiteto e urbanista, Fernando Durso Neves Caetano, confirmou que um Muro Vivo é uma alternativa para conforto térmico no interior dos edifícios. Conhecido como living wall, este tipo de muro pode reduzir a temperatura do ar em até 6ºC nos dias mais quentes. Assim como ajudar a reter o calor em até 3ºC nos dias frios.

Este sistema foi desenvolvido na Europa nos anos 80 e foi testado pelo arquiteto em um prédio da Unicamp. “É uma tecnologia recente no Brasil. Em termos de custo, ela se compara a um revestimento de alto padrão, sendo bastante indicada para os grandes centros urbanos, onde os edifícios possuem um perfil muito verticalizado. Trata-se de uma alternativa tecnológica mais limpa, em prol do desenvolvimento urbano sustentável”, explica Neves Caetano.

A técnica utiliza placas rígidas com bolsas de feltro em sua superfície, nas quais as plantas podem ser inseridas. O uso da vegetação como uma estratégia de condicionamento térmico, é uma saída para os problemas da destruição da camada de ozônio, pois ela ajuda a diminuir o aquecimento global, mesmo que de forma lenta, colaborando com o Protocolo de Montreal. “A tecnologia propicia um ambiente bastante agradável do ponto de vista do conforto térmico, evitando, ao mesmo, o uso do ar condicionado, um equipamento com conseqüências negativas ao meio ambiente”, garante o estudioso.

De acordo com o arquiteto, o atraso térmico foi de4 a5 horas. O muro vivo atrasa as temperaturas mais altas, que normalmente são próximo das 15h, para as 20h. E para as 9h, as temperaturas mais baixas, que geralmente ocorrem por volta das 6h.

Plantas que mais se adaptam
Esse estudo avaliou também a possibilidade das diferentes espécies de plantas para o uso desse sistema no Brasil e os métodos de irrigação, nutrição e fixação dos vegetais. E garante que os resultados demonstram que o uso dessa tecnologia se adapta sim, à realidade construtiva brasileira.

O arquiteto informou que as plantas que melhor se adaptaram no experimento, são as que possuem estratégia eficiente de sobrevivência, como as que armazenam água em suas folhas, as espécies suculentas, ou as que possuem superfície brilhosa e capacidade de armazenar os nutrientes em suas raízes.

Foram testadas 12 espécies de plantas. As 6 que tiveram melhor adaptação foram:  a rosinha de sol (Aptenia cardifolia), a dinheiro em penca (Callisia repens), a grama amendoim (Arachi repens), o Evôlvulo (Evolvulus glomeratus), a peperômia (Peperomia serpens) e o abacaxi roxo (Trandescantia spathacea).

Redação do Portal WebArCondicionado.

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