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Sem climatização, escola de teatro mais antiga da América Latina cancela espetáculos

  • 17 de dezembro de 2012
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Escola de Teatro Martins Pena Existem casos que o ar-condicionado deixa de ser um item de luxo e se torna obrigação para o ambiente. É o que acontece com a Escola de Teatro Martins Pena, localizada no centro do Rio de Janeiro. O prédio que é muito quente, não possui condicionadores de ar, devido à estrutura antiga. Além disso, os alunos e professores relatam outros problemas como fiação elétrica velha, assentos desconfortáveis, falta d?água nos banheiros e goteiras no forro. A escola, que é a mais antiga da América Latina, criada em 1908 e, atualmente, é um dos prédios tombados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional) e sofre com o abandono e maus tratos.

Cancelamento de apresentações
Devido ao calor excessivo platéia e atores sofrem tanto nas apresentações, quanto nos ensaios e aulas. Segundo os membros da equipe, o pior dia da temporada foi em 7 de dezembro, pois quatro atores do elenco passaram mal apresentando sintomas de desidratação e tonturas. Um deles ainda sofreu um choque térmico ao ser levado para o único banheiro com água para refrescar-se.

Na ocasião, o teatro comportou aproximadamente 60 pessoas. Isto fez com que a Escola de Teatro Martins Pena cancelasse dois dias de apresentações, em 8 e 9 de dezembro. Para alunos e funcionários o cancelamento não foi somente um ato de protesto, mas sim de segurança, visto que o conforto térmico não é garantido dentro do teatro.

Por enquanto, as apresentações estão sendo mantidas, pois o Rio de Janeiro está passando por um período de temperaturas mais amenas. Os integrantes da escola fazem o que podem para driblar a situação precária. O diretor e também professor há 12 anos, Marcos Henrique Rego, expõe:

Sem climatização, escola de teatro mais antiga da América Latina cancela espetáculos

Cobrança por melhorias
Nos dias de paralisação, os alunos e funcionários se mobilizaram em grupo e foram à Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), órgão responsável pela escola, para solicitar melhorias. A Faetec informou, por meio de nota, que já existe um projeto de restauração solicitado pela própria engenharia da escola, entretanto, a assessoria de imprensa não divulgou prazos nem valores.

Nota oficial

Segundo o site UOL, o Iphan informou que o casarão é tombado pelo instituto, mas que a “responsabilidade pela preservação dos bens tombados é de seus proprietários”. Ainda assim, o Iphan falou que só efetua obras em caráter de urgência, que compreendem apenas em escoramento, saneamento de infiltrações e parte elétrica e não incluem acabamento.

Construção histórica
O local foi construído em 1845 e era a residência do Barão de Rio Branco. Tombado pelo Iphan, atualmente a Escola de Teatro Martins Pena conta com 200 alunos e 30 professores. Pelos palcos da escola já passaram grandes nomes como Procópio Ferreira, Tereza Rachel, Denise Fraga e Claudia Jimenez. Ainda hoje, o local é referência na formação de novos atores.

Escola de Teatro Martins Pena

Fonte: UOL

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