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Prédios de Chicago utilizam sistema de automação para economizar energia

  • 29 de janeiro de 2013
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Prédios de Chicago utilizam sistema de automação para economizar energiaPara provar que idéias simples podem fazer a diferença, os edifícios de Chicago encontraram uma forma de tornar o processo de climatização mais eficiente. Ao instalarem detectores de movimento e sistemas e automação na estrutura, Chicago se torna um exemplo para todo o mundo.

Uma das primeiras edificações a incluir o sistema foi Hotel Sheraton. Criado pelo engenheiro Ryan Egan, o novo sistema de automação dos aparelhos de ar condicionado do edifício gerou uma economia anual de US$ 136 mil na conta de luz.

Hotel SheratonExclusivo para o cliente

O engenheiro analisou a situação do edifício e de cada um dos seus 1214 quartos. O sistema de climatização do prédio trabalha para manter a temperatura aproximada em 22ºC o tempo inteiro. “Por que não ajustamos o aparelho apenas quando um hóspede estiver no quarto?” indagou Egan.

A partir disso, o engenheiro criou uma aparelhagem que controla a temperatura dos quartos conectada ao sistema de reservas do hotel. Deste modo, enquanto o quarto está vazio, o sistema fica em modo de espera até a confirmação de um novo cliente. No momento em que o check in é feito, o condicionador de ar começa a trabalhar até chegar à temperatura ideal, tudo isso em 15 minutos. No momento em que o hóspede deixa o quarto, a temperatura muda de novo, fazendo com que o sistema de climatização pare de trabalhar até que a pessoa retorne.

“O cérebro por trás do quanto ele pode mudar é realmente interessante”, explica Egan. “Se você está no lado que pega sombra (no verão) vai mudar mais, porque o sistema sabe que pode se recuperar mais rápido”.

Ação municipal

O hotel Sheraton não é o único arranha-céu da cidade que terá mudanças. Junto com outros treze grandes edifícios comerciais de Chicago, o objetivo é cortar custos de energia em 20% nos próximos cinco anos. Isso irá gerar uma economia de pelo menos US$ 5 milhões por ano, o equivalente a remover 8.000 carros das estradas.

“Se levarmos em conta que essa é a cidade que construiu o primeiro arranha-céu no mundo, nós amamos a ideia de que ela está tentando ficar mais ecológica”, disse em entrevista à AFP Karen Weigert, chefe de sustentabilidade da cidade de Chicago.

A estimativa é de que 70% das emissões de gases de efeito estufa na cidade vêm da utilização de gás e eletricidade dos sistemas de climatização de casas, escritórios, escolas e outros prédios do governo. Por isso, a próxima etapa é a modernização do sistema em residências, além da esperança de que mais prédios comerciais juntem-se ao projeto.

“A luta contra as mudanças climáticas pode tomar diversas formas. Esta também faz com que os donos dos prédios economizem muito dinheiro”, diz Rebecca Stanfield, do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. “Nós estamos animados com o potencial para os donos de grandes propriedades que contam com a iniciativa de Chicago para usar o que aprenderam aqui em todo o país”, conclui.Chicaco

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