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Crise no setor de ar-condicionado afeta o Polo Industrial de Manaus

  • 20 de abril de 2017
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Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), o mercado de ar-condicionado está enfrentando a maior crise de toda a história, afetando diretamente o Polo Industrial de Manaus (PIM). De acordo com a Superintendência da Zona Franca de Manaus, a produção de aparelhos Split caiu cerca de 48%.

Os investimentos estão parados, aguardando algum sinal de recuperação do setor.  Os fabricantes de ar-condicionado de janela, que antes eram cinco, hoje são apenas dois. E este ano o setor está contando com menos da metade dos trabalhadores de 2015.

No ano passado 50% da produção não foi vendida, cerca de um milhão e quinhentos mil aparelhos de ar condicionado ficaram acumulados em estoque. Sendo que, de acordo com o presidente da Eletros, Lourival Kiçula, esses equipamentos correspondem a mais de 60% do faturamento do Polo.

“Vamos entrar em um período desconfortável para a venda de ar-condicionado que é o inverno. A gente quer que o Estado do Amazonas mantenha a atratividade do polo e a competitividade das empresas, mas também não sabemos até que ponto essa crise vai chegar”, disse o Kiçula.

O problema é a crise econômica no Brasil

A esperança, para que não haja mais demissões e que as fábricas não precisem fechar é que a economia brasileira melhore. O brasileiro está deixando de investir em bens duráveis por medo da crise.

“Com pouco poder aquisitivo, há eletroeletrônicos que são deixados para serem adquiridos em outro momento. Não estou falando de Manaus, mas aqui no Sul optam pelo ventilador até comprar o ar-condicionado. Normalmente, [na economia] temos um primeiro trimestre menor e depois as coisas melhoram. Em questão de ar-condicionado, esses são meses de bastante calor, e a indústria vende muito para o varejo, mas a economia não estava muito bem e as vendas foram fracas”, destacou o presidente da Associação.

E completa, “se a economia no País melhorar, tudo começa a melhorar. Estamos esperançosos. Se houver alguma coisa que traga benefícios aos colaboradores do Amazonas, governo e indústria, vamos fazer propostas para que todos possam ganhar. No momento, todos estão perdendo”.

Redação do Portal WebArCondicionado, com informações da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).

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