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Tema do discurso de Leonardo DiCaprio no Oscar é comprovado em estudo sobre aquecimento global

  • 24 de setembro de 2015
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Atualizado em 1º/03/2016

Leonardo DiCaprio, premiado como melhor ator no Oscar 2016 pela atuação no filme “O Regresso”, aproveitou o discurso de agradecimento para alertar sobre os riscos do aquecimento global ao planeta. Com o troféu em mãos, DiCaprio enfatizou que as mudanças climáticas são reais e já passou da hora de parar de procrastinar e começar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

“‘O Regresso’ é sobre a relação entre Homem e o mundo natural, um mundo em que nós, coletivamente, sentimos em 2015 como o ano mais quente já registrado. A produção do nosso filme precisou se mudar para a parte sul deste planeta apenas para conseguir encontrar um pouco de neve”, explicou o ator, que também é ativista, acrescentando, “Isso é a ameaça mais urgente que nossa espécie enfrenta, e nós precisamos que o mundo pare de procrastinar. Nós precisamos apoiar os líderes em todo o mundo, apoiar aqueles que não falam pelos grandes poluidores ou pelas grandes corporações, mas os que falam por toda a Humanidade, pelos povos indígenas do mundo, pelas bilhões de pessoas sem privilégios que serão as mais afetadas por isso, pelas crianças das nossas crianças, e pelas pessoas que tiveram suas vozes afogadas pela ganância”. Assista o vídeo dublado por Christiano Torreão, dublador oficial do Leonardo DiCaprio no Brasil:

Fala do ator tem base científica
O discurso do ator é muito importante para chamar a atenção sobre as mudanças climáticas que a Terra já está sofrendo com o aquecimento global. De acordo com um
estudo publicado pelo Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático, a temperatura global pode subir em média 12 graus Celsius caso todos os recursos de combustíveis fósseis sejam consumidos drasticamente. Isso resultaria no derretimento completo das camadas de gelo que cobrem a Antártida e a Groenlândia.

Consequentemente, o nível do mar subiria três centímetros por ano. O curioso é que o ápice, depois de vários milhares de anos, seria de 58 metros, que corresponde à quantidade de todo o gelo derretido.

Probabilidades
Conforme o estudo do Instituto Potsdam, a Europa e a Ásia seriam as regiões mais afetadas. No norte da Europa, a Holanda seria completamente engolida pelo mar. As cidades alemãs de Hamburgo e Berlim estariam completamente submersas. E a costa alemã se moveria para aproximadamente 400 quilômetros ao sul. A Dinamarca ficaria reduzida a um minúsculo país insular. Já Veneza estaria submersa apesar de todas as barragens para impedir inundações. Veja as possíveis áreas alagadas em azul:

“Se quisermos que futuras gerações passeiem em cidades como Tóquio, Hong Kong, Xangai, Rio de Janeiro, Hamburgo ou Nova York, precisamos evitar o derretimento na Antártida Oriental”, diz Andres Levermann, coautor do estudo do Instituto de Potsdam, acrescentando que isso só poderia ser feito parando as emissões de gases do efeito estufa.

A Ásia seria o continente mais atingido. Todo o país de Bangladesh, que conta com uma população de 180 milhões de habitantes, ficaria submerso. Além disso, as cidades de Cingapura, Hong Kong, Xangai e Pequim não existiriam mais. Se o aquecimento global pudesse ser contido em 2 graus Celsius, o nível do mar subiria cerca de um metro, o que seria ainda aceitável segundo os autores do estudo. Mas mesmo assim, pequenos Estados insulares com as Ilhas Maldivas e Tuvalu desapareceriam da face da Terra.

Brasil teria 14 capitais submersas
No site geology.com é possível verificar os efeitos da subida do nível do mar em todas as regiões do globo terrestre. No Brasil, por exemplo, capitais como Porto Alegre, Florianópolis, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Aracaju, Maceió, João Pessoa, Natal, Fortaleza, São Luís, Belém, Macapá e Manaus ficariam completamente ou parcialmente submersas. As maiores invasões de água aconteceriam na Bacia Amazônia e na Bacia Platina, incluindo o litoral gaúcho.

Em dezembro, representantes de 194 países se reuniram na conferência das Nações Unidas sobre o clima, em Paris, chegando a um acordo sobre um novo tratado global para proteger o meio ambiente. Porém, promessas climáticas nacionais apresentadas até aqui não são suficientes para impedir o aumento de 2 graus Celsius.

Independentemente do que for acordado em Paris, todos os habitantes terrestres vão sentir os primeiros efeitos da mudança do clima ainda nesta geração, seja por aumento de temperaturas ou por tempestades mais pesadas. Para as gerações futuras, no entanto, as consequências podem ser piores.

Até agora, o derretimento das camadas de gelo na Antártida tem contribuído com menos de 10% para os níveis crescentes do mar. Mas se as temperaturas continuarem aumentando, a camada de gelo no Polo Sul entraria em colapso, mesmo demorando alguns milhares de anos para o derretimento completo.

No entanto, é necessário uma mudança no atual comportamento da sociedade, como DiCaprio destaca em seu discurso.

Redação do Portal WebArCondicionado. Com informações de DW

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