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Como funciona o primeiro edifício sustentável de Buenos Aires

  • 19 de agosto de 2016
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Seguindo exemplos de métodos sustentáveis, o primeiro edifício da categoria de Buenos Aires economiza energia e água, e além de não poluir, possui “o ar mais puro que se pode ter em uma cidade”, segundo seus engenheiros. Com 13 andares e um trabalho do artista plástico Rogelio Polesello cobrindo suas duas fachadas, o Altman Eco-office poupa 28% de energia graças aos seus painéis solares e às janelas de vidro hermético.

“Esse vidro evita que o interior do edifício fique quente no verão e conserva o calor no inverno”, diz Liliana Altman, que é arquiteta e filha de Moises Altman, o engenheiro encarregado pela construção ecológica. Os vidros também isolam ruídos e possuem uma “eficiência luminosa e energética”, contribuindo assim para economizar energia.

O prédio também usa 50% menos água, já que a água da chuva é coletada em cisternas para ser tratada e reutilizada. “Quando começamos a construir esse edifício, em 2011, não havia nenhuma iniciativa no país, e decidi levar em frente porque sabia que havia uma base real e científica para construir de forma sustentável, mas tive que aprender desde o zero”, diz Moisés, que tem 88 anos e há 68 constrói edifícios em Buenos Aires.

Qualidade do ar em alta
O engenheiro exalta a qualidade do ar interior do edifício, explicando que isso foi atingido devido a uma grande entrada de ar através da utilização de filtros que facilitam a circulação do ar dentro do estabelecimento. Os aparelhos filtram o ar de dentro pra fora e vice-versa.

Além disso, o prédio não polui por contar com plantas nativas que não precisam de mais irrigação do que a chuva. Elas estão presentes nos terraços e absorvem as emissões de carbono. O Altman Eco Office também está dentro dos padrões LEED para manter o nível de sustentabilidade.

Vendo o edifício começar a funcionar em 2014, Liliana diz que não há força no investimento em construções sustentáveis na Argentina. “O mercado não reconhece como um valor, nem existe um incentivo, como benefícios fiscais”, lamenta.

Torcemos para que mais iniciativas como essa aconteçam não apenas para nossos hermanos, mas no Brasil e pelo mundo afora. Você conhece outros exemplos?

Redação do Portal WebArCondicionado. Con informações de El Día.

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